Novo marqueteiro de Flávio tira o sobrenome “Bolsonaro” e cria novo slogan

Novo marqueteiro de Flávio tira o sobrenome “Bolsonaro” e cria novo slogan
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A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República ganhou uma nova identidade visual e um novo slogan. “O Brasil vai vencer” foi criado pelo marqueteiro Duda Lima, que assumiu a comunicação da candidatura há apenas 11 dias. Ele é o terceiro profissional a comandar o marketing da campanha do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo Duda, o conceito do slogan foi desenvolvido a partir da letra “V”, presente no nome Flávio. A identidade visual utiliza as cores verde e amarelo, em uma referência à identidade nacional e ao discurso de compromisso com o país.
“O Brasil vai vencer” deverá ser incorporado às peças de propaganda institucional da campanha. Em materiais que circulam internamente no PL, o candidato aparece apenas como “Flávio”. O sobrenome Bolsonaro é deixado de fora.
A mudança ocorre após uma sequência de trocas na equipe responsável pela comunicação da candidatura. Antes de Duda Lima, Alexandre Oltramari e Eduardo Fischer comandaram o marketing de Flávio. Eles deixaram a equipe em julho, após cerca de dois meses em meio a uma reconfiguração na estratégia de comunicação do Partido Liberal (PL).
Saída de Marcellão foi marcada por crise
O primeiro marqueteiro da campanha, Marcello Lopes, conhecido como Marcellão, deixou a equipe em maio de 2026, em meio a uma crise de comunicação relacionada ao chamado “Caso Dark Horse”, além de pressões internas no PL e de um episódio de descontrole ocorrido no quartel-general da campanha.
A crise ganhou força após a divulgação, pelo The Intercept Brasil, de áudios e mensagens atribuídos a Flávio Bolsonaro nos quais o senador teria pedido recursos ao então banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar o filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.
A atuação de Marcellão na resposta à crise passou a ser criticada por aliados do candidato. Segundo relatos de bastidores, integrantes da campanha consideraram a reação demorada e a estratégia de comunicação insuficiente para conter os efeitos políticos das revelações.
Outro fator de desgaste foi a existência de documentos que apontavam Marcellão como estrategista de uma campanha digital anteriormente contratada por Vorcaro para fazer críticas ao Banco Central. A relação levantou questionamentos sobre um possível conflito de interesses no momento em que o nome de Vorcaro passou a ocupar o centro de uma crise envolvendo a campanha.
Pressão dentro do PL
A saída de Marcellão também ocorreu em um ambiente de crescente pressão interna. A ala mais pragmática do Partido Liberal, sob coordenação nacional de Rogério Marinho, já defendia mudanças na estrutura de comunicação da candidatura antes mesmo de o caso envolvendo o filme ganhar maiores proporções.
O marqueteiro também enfrentava dificuldades de integração com a estrutura oficial da campanha. Segundo relatos de bastidores, sua proximidade pessoal e política com Flávio contribuía para disputas internas por espaço e para divergências com setores da organização eleitoral.
Episódio no QG teria selado demissão
O episódio que teria precipitado a saída de Marcellão ocorreu no Lago Sul, em Brasília. A versão divulgada inicialmente era de que o publicitário havia deixado a campanha para se dedicar a questões familiares.
Posteriormente, porém, relatos publicados pela revista Veja apontaram que a saída teria sido provocada por um episódio de descontrole no quartel-general da campanha.
Segundo esses relatos, Marcellão teria ficado irritado com suspeitas de que integrantes da própria equipe estariam repassando informações negativas sobre seu currículo e sobre a campanha à imprensa. Durante o episódio, ele teria gritado com integrantes da equipe, apontado o dedo para assessores, dado socos em uma mesa de vidro e quebrado objetos.
Diante da situação, Flávio Bolsonaro teria decidido pela demissão imediata do publicitário.

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