O que disse secretário de Tarcísio a Haddad em telefonema sobre abordagem da PM

O que disse secretário de Tarcísio a Haddad em telefonema sobre abordagem da PM
- Fernando Haddad - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) relatou, na manhã desta quarta-feira (12), que seu carro de campanha foi perseguido e abordado por policiais militares armados com fuzis, na noite anterior, na zona sul de São Paulo, após deixá-lo em casa.
O incidente, descrito pelo próprio candidato como “ostensivo e intimidador”, levou a Secretaria da Segurança Pública (SSP), sob responsabilidade do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), a determinar a identificação das equipes envolvidas e o secretário Osvaldo Nico Gonçalves a telefonar para Haddad em busca de informações.
Na noite de terça-feira (11), Haddad voltava de uma aula magna na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) quando, ao chegar à sua residência na zona sul da capital, uma viatura da Polícia Militar (PM) “jogou luz no carro”, segundo o próprio candidato. Ele desceu do veículo e entrou em casa. O motorista seguiu viagem, mas não ficou livre da perseguição.
A viatura continuou acompanhando o carro de campanha do petista. O motorista, então, estacionou em frente a um hotel, entrou no estabelecimento e, ao perceber que os policiais permaneciam no local, foi até eles questionar o motivo do acompanhamento.
Os agentes carregavam fuzis e, após o questionamento, disseram ao motorista para “vazar”. Segundo o advogado de Haddad, Hélio Silveira, a abordagem durou cerca de 40 minutos.
“O meu carro, depois que me deixou em casa, foi acompanhado por essa viatura da polícia durante muito tempo, de uma forma um pouco ostensiva e intimidadora”, disse o candidato ao governo paulista.
Reação da Secretaria de Segurança Pública
A Secretaria da Segurança Pública determinou que a Polícia Militar identifique as equipes que estiveram na região no momento do incidente.
A pasta informou que o secretário Osvaldo Nico Gonçalves entrou em contato diretamente com Haddad “em busca de informações complementares sobre o trajeto e a situação relatada, a fim de contribuir na investigação”.
A SSP afirmou, ainda, que “qualquer possível desvio de conduta será devidamente apurado”.
Questionamentos e próximos passos
Ao relatar o caso publicamente, Haddad deixou claro a gravidade do caso. “O meu motorista ficou muito assustado pela maneira como isso aconteceu”, afirmou ele.
Haddad e seu advogado, Hélio Silveira, reforçaram que vão procurar o governo de São Paulo e outras autoridades competentes para entender qual foi a motivação da abordagem. A pergunta central, ainda sem resposta, é por que uma viatura da PM seguiu por 40 minutos, com fuzis, o carro de campanha de um candidato ao governo do estado após deixá-lo em casa.

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