O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quarta-feira (12). Esta foi a primeira conversa entre Lula e Alcolumbre desde que o nome de Jorge Messias foi rejeitado pelo Senado para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF).
Em uma rápida conversa com jornalistas, Davi Alcolumbre afirmou que o tema Jorge Messias não foi abordado:
“Não falamos nada do passado.”
A reunião durou cerca de 1h30, ocorreu no Palácio da Alvorada e contou com a participação do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e da líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE).
O presidente do Senado classificou a conversa como produtiva e afirmou que o diálogo foi restabelecido:
“Teve uma reunião institucional muito importante para a democracia, porque o presidente do Congresso precisa ter o diálogo aberto com o presidente do Brasil, e esse diálogo foi restabelecido. Tanto que já tivemos duas reuniões muito boas e produtivas, pensando no Brasil. Esse é o meu papel, e eu creio que é o dele também.”
O primeiro encontro ao qual Alcolumbre se refere ocorreu na semana passada, durante um jantar organizado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.
Lula e Alcolumbre trataram de temas como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1, atualmente travada no Senado, e a PEC da Segurança Pública.
O que Lula e Alcolumbre conversaram durante jantar na casa de Moraes?
Na noite de terça-feira (4), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), se reuniram na casa do ministro Alexandre de Moraes, em Brasília, para encerrar meses de afastamento e discutir interesses políticos de ambos, segundo fontes ouvidas pelas reportagens.
O jantar, que durou mais de três horas, foi mediado por Moraes e pelo também ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin. De acordo com os relatos, Lula e Alcolumbre expuseram as mágoas acumuladas durante o período de distanciamento e encerraram a conversa com a avaliação de que o “jogo estava zerado”.
Segundo interlocutores, Alcolumbre pediu o apoio de Lula para tentar permanecer na presidência do Senado no próximo ano. O petista, por sua vez, teria cobrado o empenho do senador para que a proposta que põe fim à escala de trabalho 6×1 seja aprovada ainda em 2026.
As fontes afirmam ainda que Lula defendeu uma solução para o impasse em torno das emendas parlamentares, tema que vem provocando atritos entre o Palácio do Planalto e o Congresso.
Pelos relatos, as negociações sobre as emendas deverão avançar depois das eleições de outubro, quando governo e parlamentares poderão buscar um novo entendimento sobre a liberação e a execução dos recursos.
Ainda segundo as fontes, os participantes evitaram discutir uma eventual nova indicação de Lula para o Supremo Tribunal Federal, a fim de impedir outro foco de tensão durante a reaproximação. Em conversas reservadas, o presidente teria indicado que qualquer decisão sobre o tema só seria tomada após as eleições.
A relação entre Lula e Alcolumbre começou a se deteriorar após a indicação de Jorge Messias para uma vaga no STF. A rejeição do nome pelo Senado impôs uma derrota ao governo e aprofundou o afastamento entre o presidente e o senador.
De acordo com os relatos, aliados como Hugo Motta, José Guimarães e José Múcio já vinham tentando reconstruir o diálogo. A atuação de Moraes e Zanin, porém, teria sido decisiva para colocar Lula e Alcolumbre novamente à mesma mesa.
Alcolumbre revela o que disse a Lula durante reunião
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