A Refinaria de Paulínia (Replan), maior unidade de refino da Petrobras, alcançou no primeiro semestre de 2026 a maior produção para o período desde o início da série histórica, em 2000.
Foram produzidos 12,8 milhões de metros cúbicos de derivados de petróleo entre janeiro e junho, volume 12,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O resultado também superou o recorde anterior, de 2015, quando a refinaria produziu 12,3 milhões de m³.
O diesel, principal produto da unidade, respondeu por 5,748 bilhões de litros no semestre, alta de 21,3% em relação ao ano passado. O volume fica atrás apenas do registrado em 2015, de 6,2 bilhões de litros.
A Petrobras atribui parte do desempenho à maior utilização do parque de refino diante da instabilidade internacional. No segundo trimestre, a companhia registrou fator de utilização das refinarias de 101,2%, recorde histórico. Na Replan, a média foi de 94,3% no primeiro semestre, contra 88,4% um ano antes.
A estatal anunciou R$ 6 bilhões em investimentos na refinaria, incluindo projetos para ampliar em cerca de 5% sua capacidade de processamento até 2027.
Atualmente, a Replan pode processar 434 mil barris de petróleo por dia. Com a expansão, a capacidade deverá chegar a 459 mil barris diários.
Localizada em Paulínia, no interior de São Paulo, a refinaria abastece regiões de vários estados e atende aproximadamente 30% do território brasileiro.
Além do diesel, a unidade produz gasolina, querosene de aviação, gás de cozinha, asfaltos, óleos combustíveis, enxofre e matérias-primas utilizadas pela indústria química.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a companhia trabalha para que o Brasil alcance a autossuficiência na produção de diesel até 2030.
Maior refinaria do Brasil produz 12,8 bilhões de litros e bate recorde em 26 anos
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