Quantos deputados o PT vai eleger em 2026? Confira a projeção de um dirigente da sigla

Quantos deputados o PT vai eleger em 2026? Confira a projeção de um dirigente da sigla
Dirigente do PT projeta desempenho nas eleições para a Câmara dos Deputados - (Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

Em entrevista ao Jornal da Fórum, Alberto Cantalice, dirigente do PT e diretor de comunicação da Fundação Perseu Abramo, traçou um panorama otimista a respeito do desempenho da legenda nas eleições para a Câmara dos Deputados em 2026, projetando a maior bancada da história da sigla.
Segundo Cantalice, que está trabalhando na coordenação da pré-campanha petista no Rio de Janeiro e também na comunicação nacional, o partido deve superar o recorde de 2002, quando elegeu 92 parlamentares. “Nós estamos esperando que o PT eleja cem deputados nessa eleição, porque a nossa chapa está muito forte”, cravou o dirigente.
A projeção de aumento no número de deputados se estende à coligação que apoia a reeleição do presidente Lula. “A expectativa que nós estamos tendo no chamado campo de apoio ao Lula é de eleger pelo menos 200 deputados federais. Estou falando dos sete partidos que apoiam o presidente, PT, PDT, PSB, PV, PCdoB, Rede e PSOL”, explicou.
Estados estratégicos
Para justificar o desempenho, o dirigente aponta alguns estados como estratégicos. No Rio de Janeiro, Cantalice classifica a nominata atual como “a mais forte da história do partido”. Ele recorda que, em 2002, o PT elegeu cinco deputados fluminenses, mas agora a expectativa é quase dobrar esse número.
“A gente está avaliando que a nossa frente vai fazer de oito a nove deputados federais, só a nossa aliança é PT, PCdoB e PV”, projetou. Além do Rio, ele aponta que “com toda certeza São Paulo deve eleger” uma grande bancada, impulsionada pelas 70 vagas em disputa no estado, formando uma trinca de peso junto com Minas Gerais.
O Nordeste, reduto histórico do lulismo, também é tratado como peça-chave para a meta recorde. Na Bahia, onde o partido já havia conseguido eleger nove deputados, Cantalice garante que “a nossa chapa está mais forte do que anteriormente”. O dirigente aposta que a região trará resultados acima do esperado devido ao peso político dos nomes escalados. “No Nordeste nós vamos surpreender bem. Por quê? Porque tem muitos ex-prefeitos, ex-secretários estaduais, que vão vir candidatos a deputado, no Piauí, no Maranhão, em Alagoas, em Sergipe, em todos os nove estados”, explicou.
Fora do eixo tradicional, o Distrito Federal é visto como um cenário de virada sobre a extrema direita. Para Cantalice, “o campo progressista deve eleger a maioria dos deputados federais de Brasília”. Ele destacou a estratégia de lançar candidaturas de ex-governadores para puxar votos para a federação e garantir cadeiras. “O Cristovam Buarque […] é um candidato a deputado federal fortíssimo em Brasília. Ele vai vir junto com o Rodrigo Rollemberg, do PSB, fora o Agnelo Queiroz, que também foi governador e vai ser candidato pelo PT”, detalhou o dirigente.
Leia também:
Senado no Ceará: em disputa acirrada, Cid Gomes e Luizianne aparecem à frente, diz pesquisa Atlas

“Há uma deformação estrutural”: vice-líder do governo propõe mudanças nas emendas parlamentares
O colapso de Trump: desaprovação do presidente dos EUA bate recorde, diz The Economist

Disputa pelo Senado
A disputa pelo Senado também é vista como fundamental por Cantalice e a aposta reside na força de algumas candidaturas femininas para barrar o avanço conservador. “Temos a convicção de que a extrema-direita não vai lograr êxito no Senado Federal”, apontou. Ele citou como exemplo o Distrito Federal, onde pesquisas internas  da legenda mostrariam Michelle Bolsonaro patinando na terceira colocação, atrás de Leila do Vôlei (PDT) e Érika Kokay (PT).
“A Michele não é uma figura desconhecida. Então, quando você coloca o nome dela, prova que ela não tem essa facilidade toda. Eles achavam que ia ser um passeio no parque”, ironizou. O dirigente também garantiu que, no Rio de Janeiro, “com toda certeza, a Benedita da Silva será eleita”, destacando que a pauta da representatividade pesa a favor do campo progressista.
Como a eleição renovará duas cadeiras no Senado, Cantalice destacou a importância de montar chapas conjuntas fortes, onde “se você formar uma dupla boa, um puxa o outro”. Ele cita o caso do Ceará, onde a união entre o senador Cid Gomes (PSB) e a deputada federal Luizianne Lins (Rede) foi classificada na entrevista como a “dupla perfeita” para garantir a hegemonia da centro-esquerda no estado.
Outro caso de união que pode render frutos na visão do dirigente é a de Minas Gerais, onde o partido aposta na ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, que deixou o cargo com o apoio de mais de 300 prefeitos, segundo ele, fazendo dobradinha com a ex-deputada federal Áurea Carolina (PSOL) como candidatas ao Senado.

Ver mais

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!