TSE impõe derrota a Nunes Marques e Mendonça em ação de Flávio Bolsonaro contra Lula sobre facções

TSE impõe derrota a Nunes Marques e Mendonça em ação de Flávio Bolsonaro contra Lula sobre facções
- Jair Bolsonaro entre André Mendonça e Kássio Nunes Marques, indicados por ele ao STF (Ascom/STF)

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) impôs a primeira derrota ao presidente, Kássio Nunes Marques, e ao vice-presidente, André Mendonça, que tiveram voto vencido em decisão em prol de Flávio Bolsonaro (PL) que negou o pedido da candidatura Lula de derrubar publicações que associam o presidente a facções criminosas.
No último dia 3, em decisão monocrática, Nunes Marques negou uma ação que pedia a retirada de publicação em que Flávio Bolsonaro dizia que “quando o Lula foi aos Estados Unidos, ele não foi como presidente, foi como defensor do PCC e do Comando Vermelho”.
Semanas antes, diante de uma ação apresentada pelo PL, o mesmo Nunes Marques havia determinado a remoção de um vídeo que relacionava Flávio Bolsonaro à mesma facção criminosa.
O vídeo contra Flávio também atribuía ao senador crimes patrimoniais específicos. Ainda assim, as duas publicações têm um elemento central em comum: a vinculação direta de uma figura da disputa presidencial ao PCC.
Nos dois processos, os resultados favoreceram o candidato do PL.
Derrotados
A Federação em torno da candidatura Lula levou a decisão de Nunes Marques sobre a publicação de Flávio Bolsonaro ao plenário da corte eleitoral, que expôs a dobradinha dos dois ministros indicados por Jair Bolsonaro (PL) ao Supremo Tribunal Federal (STF) com o filho do ex-presidente.
Por cinco votos a dois, sendo apenas os de Nunes Marques e Mendonça contrários, o plenário do TSE determinou que Flávio Bolsonaro exclua a publicação em que liga Lula ao PCC e ao Comando Vermelho das redes.
A decisão foi tomada em plenário virtual e divulgada nesta segunda-feira (17). Flávio Bolsonaro e o X têm prazo de 24 horas para remover a publicação.
O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva foi quem abriu a divergência sobre a decisão de Nunes Marques. Ele foi acompanhado por Antonio Carlos Ferreira, Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha e Dias Toffoli.
Com a decisão, Flávio Bolsonaro está proibido de propagar mais mentiras vinculando Lula às facções criminosas em publicações futuras.

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