TV Fórum: “o crime no Rio de Janeiro é a direita e a extrema direita”, diz Talíria Petrone

TV Fórum: “o crime no Rio de Janeiro é a direita e a extrema direita”, diz Talíria Petrone
- Deputada Talíria Petrone - Foto: PSOL/Divulgação

O Fórum Onze e Meia desta terça-feira (18) recebeu a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) para falar sobre as expectativas para as eleições no Rio de Janeiro, as chances do presidente Lula (PT) ganhar no estado e a dinâmica de atuação da extrema direita. A deputada ressaltou os impactos negativos de governos de direita e extrema direita no RJ, com destaque para o avanço do crime organizado e milícias. 
“Quando eu penso no meu Rio, que eu amo, que é um lugar maravilhoso para se viver, mas também tão difícil, que tem metade da região metropolitana dominada pelas milícias, uma outra parte pelo tráfico de drogas, tem regiões em que já há aliança entre esses dois grupos de organizações criminosas, eu vejo a importância da gente derrotar quem fez com que o Rio chegasse até aqui, que foram os governantes de direita. Essa é a verdade”, afirma Talíria. 
A deputada destaca que no Rio de Janeiro, “crime e política se misturam de uma maneira nojenta”. Ela cita como exemplo a condenação do ex-governador Claudio Castro (PL) por abuso de poder político e econômico, a indicação do seu vice, Thiago Pampolha, para Tribunal de Contas do Estado (TCE) para fugir de acusações, e a prisão do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União) por aliança com o Comando Vermelho. “Esse é o Rio que a gente perdeu Marielle Franco, morta pela milícia”, acrescenta Talíria. 
“A gente precisa cada vez mais mostrar que quem entregou isso para o Rio, o crime dominando os territórios, altos índices de desemprego, o pior salário de professores do Brasil, foi a direita”, reforça a parlamentar. 
“Quando eu olho para trás e vejo os CIEPs de Brizola, a maneira como Brizola tocava a Segurança Pública no Rio, a gente tinha uma outra esperança. Então, acho que é olhar para trás, olhar para o legado de Brizola e mostrar a verdade: o crime no Rio de Janeiro é a direita e a extrema direita”, afirma Talíria. 
Portanto, a deputada defende que o Rio tem jeito, e diz que vai batalhar para ampliar a bancada progressista no Congresso Nacional. “A gente precisa garantir essa esperança para o povo do Rio de Janeiro. Estamos no caminho. Não é fácil, mas estamos no caminho.”  
Mandato tampão revela gravidade do Rio de Janeiro
Talíria também falou sobre o mandato tampão do Rio de Janeiro, que está sendo realizado pelo desembargador Ricardo Couto, que vem sendo elogiado pelo seu trabalho após exonerar mais de 2 mil funcionários fantasmas com apadrinhamento político, realizar auditorias nos cofres, entre outras ações. Couto, porém, só assumiu o governo por causa da corrosão do governo do RJ com a linha do tempo citada por Talíria após a condenação de Castro.
Para a deputada, portanto, o mandato tampão “revela a gravidade que a gente vive no Rio de Janeiro.”
“Nós estamos celebrando um governador em exercício, que não foi eleito, mas que tem feito o mínimo: um ajuste em relação aos servidores, uma limpeza na máquina pública, rompendo alguns contratos, possivelmente,  com envolvimento com corrupção. Mas isso mostra o quão mal a gente está, o quanto essa dimensão do crime dentro da política, o crime sustentando a política, a política sustentando o crime, é algo que constituiu o Rio de Janeiro nas últimas décadas”, reforça Talíria.
Desse modo, a deputada afirma que o maior desafio democrático no Rio de Janeiro seja romper com essa engrenagem do crime organizado e política.
“Eu quero muito um Rio que tenha os seus CIEPs abertos, professores valorizados, que você tenha cuidado com a população mesmo. E a gente está vendo com um governo tão bom que nem foi eleito pelo povo que é possível a gente ir corrigindo o que a direita fez com o Rio de Janeiro nas últimas décadas. Eu tenho muita fé nisso, sabe? Eu tenho fé no futuro que o Rio pode ter e acho que por isso eleger Lula é muito importante porque tem impacto no Rio, mas é fundamental eleger Benedita, e o PSOL tem a candidatura de Mônica Benício também”, complementa a deputada.
Confira a entrevista completa da deputada Talíria Petrone

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