Dois cabos eleitorais do PL, de Flávio Bolsonaro, ligados ao deputado federal Antonio Carlos Nicoletti, candidato ao Senado por Roraima, foram presos pela Polícia Militar na tarde de sexta-feira (2) na Avenida Capitão Ene Garcez, em Boa Vista.
Durante a abordagem, policiais encontraram R$ 30 mil escondidos nas meias dos suspeitos, em pacotes de cédulas de R$ 100. Os detidos confessaram à polícia que o dinheiro seria usado para comprar votos e foram encaminhados à Superintendência da Polícia Federal.
A abordagem aconteceu por volta das 14h, quando policiais em patrulhamento avistaram uma caminhonete em atitude suspeita na Avenida Capitão Ene Garcez. A ocorrência teve início após denúncia de que os ocupantes do veículo estariam em posse de dinheiro destinado à compra de votos. Os homens foram identificados como Paulo Roberto Alves Temoteo e Jesus Ribeiro.
Na revista, os policiais encontraram três pacotes de cédulas de R$ 100 escondidos nas meias dos suspeitos, por dentro dos sapatos. Com Paulo Roberto, estavam dois pacotes de R$ 10 mil cada. Com Jesus, foi localizado um terceiro pacote, também de R$ 10 mil. O total apreendido chegou a R$ 30 mil.
Declarações e destino do dinheiro
Questionados pelos policiais, os dois homens admitiram que o dinheiro seria usado para comprar votos, pelo valor aproximado de R$ 300 por eleitor.
Segundo a Coluna Mirelle Pinheiro, no site Metrópoles, Jesus Ribeiro declarou trabalhar há mais de um mês para o deputado federal Antonio Carlos Nicoletti (PL), candidato ao Senado por Roraima, e afirmou que o dinheiro pertenceria ao político. Ainda de acordo com a Coluna Mirelle Pinheiro, Paulo Roberto Alves Temoteo, além de atuar como cabo eleitoral de Nicoletti, disse trabalhar também para outro candidato da região, cujo nome não foi divulgado.
Desdobramentos e investigações
Além do dinheiro, um rádio comunicador foi encontrado na parte traseira da caminhonete, atrás do banco dos passageiros. O equipamento foi apreendido junto com os demais materiais.
A dupla foi encaminhada à Superintendência da Polícia Federal em Boa Vista para as providências cabíveis. A suspeita de que o valor seria destinado à compra de votos configura crime eleitoral, prática que pode resultar em reclusão, multa e cassação do registro ou diploma do candidato eventualmente envolvido. Se o vínculo entre o dinheiro e a campanha de Nicoletti for confirmado pelas investigações, o caso pode ter desdobramentos diretos sobre sua candidatura ao Senado. A Polícia Federal ainda não se manifestou publicamente sobre a abertura de inquérito.
Cabos eleitorais do PL, de Flávio Bolsonaro, são presos com R$ 30 mil nas meias para compra de votos
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