A tentativa de desgaste imposta pela imprensa corporativa contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, revelou-se ineficaz para alterar o quadro eleitoral. Após semanas de cobertura ostensiva voltada a atingir politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os levantamentos do Datafolha indicam estabilidade nos cenários de intenção de voto, evidenciando a perda de tração dos tradicionais expedientes de comoção pública.
Lula mantém a liderança no primeiro turno e preserva a vantagem em uma eventual disputa de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro, registrando 47% das intenções de voto contra 43% do adversário. A variação de apenas um ponto percentual em relação aos levantamentos anteriores demonstra que a repetição de ilações, que se estende por mais de uma década sem que haja denúncia formal, já não produz o impacto pretendido sobre a opinião pública.
A insistência de conglomerados como Folha, Globo, Veja e Metrópoles em articular um linchamento reputacional sistemático contrasta com a indulgência dispensada às graves controvérsias que cercam figuras da extrema direita. Enquanto conjecturas sem sustentação jurídica ganham centralidade nas coberturas comerciais, omite-se a gravidade de escândalos reais, como as ligações do clã Bolsonaro com estruturas milicianas e a nomeação de parentes de criminosos notórios para cargos públicos.
Em um cenário de forte polarização e na era da comunicação descentralizada, a capacidade de tutela da autointitulada “grande imprensa” sobre a decisão do eleitor mostra sinais claros de exaustão. Embora a campanha de desgaste prossiga nos veículos tradicionais, a resposta das pesquisas sinaliza que o eleitorado percebe o caráter seletivo dessas investidas, limitando o alcance de manobras desenhadas para interferir no resultado das urnas.
Campanha da mídia usando Lulinha não consegue derrubar Lula no Datafolha
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