A definição do governo do Rio de Janeiro entrou em uma nova disputa jurídica depois que Anthony Garotinho (Republicanos) desistiu do recurso contra o indeferimento de sua candidatura. Eduardo Paes (PSD) reagiu nesta segunda-feira (5) acusando Garotinho de participar de uma manobra para permitir a vitória de Douglas Ruas (PL) ainda no primeiro turno.
Ruas terminou a votação com 49,2% dos votos válidos, contra 42,76% de Paes. Garotinho registrou 3,1%. Caso seus votos deixem de integrar o cálculo dos válidos, o candidato do PL poderá ultrapassar a maioria necessária para encerrar a disputa sem uma nova votação.
Paes classificou a retirada do recurso como “uma clara interferência no processo eleitoral” e afirmou que a movimentação buscaria transferir para Garotinho uma decisão que, na sua avaliação, deveria permanecer nas mãos dos eleitores.
O candidato do PSD foi além e chamou Garotinho de “laranja”. Segundo ele, haveria uma articulação com Douglas Ruas para garantir a eleição “no tapetão”. Paes citou ainda o fato de Wladimir Garotinho, filho do ex-governador, ter sido eleito deputado federal pelo PL, legenda de Ruas, como um dos elementos que sustentariam sua acusação.
As declarações são de responsabilidade de Paes. O material apresentado não traz comprovação de acordo entre Garotinho e Ruas.
Garotinho havia recorrido ao TSE contra a decisão que rejeitou seu registro, mas pediu nesta segunda que o recurso fosse retirado. O relator, ministro Floriano de Azevedo Marques, abriu prazo de dois dias para que a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifeste.
Se a desistência for aceita e produzir o efeito esperado sobre os votos de Garotinho, Douglas Ruas poderá ser proclamado vencedor do governo do Rio ainda no primeiro turno.
Paes acusa Garotinho de manobra para entregar governo do Rio ao bolsonarismo
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