Dark Horse: Flávio Dino toma nova decisão sobre investigação de filme sobre Bolsonaro

Dark Horse: Flávio Dino toma nova decisão sobre investigação de filme sobre Bolsonaro
Go Up, Produtora do Filme Dark Horse, é alvo da Operação Wifi - Cena do Teaser de Dark Horse/Foto: Divulgação

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a acessar dados da investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo contra a Go Up Entertainment, produtora do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A decisão foi divulgada inicialmente pela colunista Bela Megale, de O Globo.
Dino é relator, no STF, de ações que apuram possíveis irregularidades na destinação de recursos indicados por parlamentares. Com a autorização, a PF poderá utilizar informações apreendidas pela polícia paulista para aprofundar a investigação sobre o possível uso de emendas parlamentares no financiamento do filme.
PF terá acesso a dados apreendidos em São Paulo
A decisão atende a um pedido da Polícia Federal para compartilhar informações reunidas pela Polícia Civil de São Paulo.
Os dados foram coletados durante uma investigação que envolve a Go Up Entertainment e a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), ambas ligadas a Karina Ferreira da Gama.
Com o aval de Dino, esse material poderá ser incorporado à apuração federal sobre o financiamento de Dark Horse.
Investigações têm objetos diferentes
As apurações conduzidas pela Polícia Federal e pela Polícia Civil de São Paulo não investigam exatamente os mesmos fatos.
A PF apura o possível uso de emendas parlamentares para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro.
Já a investigação paulista mira suspeitas de fraudes e desvios de recursos públicos em um contrato firmado pela ONG ICB com a Prefeitura de São Paulo para fornecimento de pontos de wi-fi.
O elo entre as duas frentes está em Karina Ferreira da Gama, que aparece ligada tanto à produtora quanto à ONG.
Karina Ferreira foi alvo de operação
Karina Ferreira da Gama foi alvo de uma operação da Polícia Civil de São Paulo em junho.
Na ocasião, foram realizadas buscas nas sedes da Go Up Entertainment e do Instituto Conhecer Brasil, além de dois endereços residenciais ligados a ela.
A investigação estadual apura possíveis irregularidades no contrato firmado entre a ONG e a Prefeitura de São Paulo.
Agora, o material apreendido nesse procedimento poderá ser analisado também pela Polícia Federal.
Caso envolve emendas parlamentares
A investigação federal apura a possível destinação de emendas parlamentares para financiar Dark Horse.
O caso envolve cinco parlamentares.
Entre eles está o deputado federal Mário Frias (PL-SP), que destinou R$ 2 milhões em emendas, em 2024, ao Instituto Conhecer Brasil.
Frias já afirmou publicamente que os recursos indicados para a ONG não foram utilizados na produção do filme sobre Bolsonaro.
A Polícia Federal, no entanto, segue investigando o destino das verbas.
Investigação já havia sido autorizada no STF
Em julho, o ministro André Mendonça, também do STF, já havia autorizado a Polícia Federal a investigar o financiamento de Dark Horse.
A nova decisão de Flávio Dino amplia o conjunto de informações disponíveis para os investigadores, ao permitir o acesso aos dados reunidos pela Polícia Civil de São Paulo.
Com isso, a PF poderá cruzar informações das duas apurações e verificar se há relação entre recursos públicos, emendas parlamentares e a produção da cinebiografia de Jair Bolsonaro.
 

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