A popularidade de Donald Trump atingiu um novo ponto de desgaste nos Estados Unidos. Pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda-feira (24) mostra que 65% dos americanos desaprovam o desempenho do presidente, enquanto 33% aprovam sua gestão.
O índice de rejeição é o maior já registrado pelo instituto durante os dois mandatos de Trump. Na pesquisa anterior, divulgada uma semana antes, a desaprovação estava em 64%.
O levantamento ouviu 1.215 norte-americanos entre os dias 21 e 24 de agosto, com margem de erro de três pontos percentuais.
A aprovação de Trump permaneceu em 33%, repetindo o pior resultado já registrado pelo republicano durante seu primeiro mandato, em dezembro de 2017.
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Economia e política externa ampliam desgaste do presidente
A pesquisa mostra que o desgaste atinge diferentes áreas da administração. Em todos os temas avaliados, a desaprovação supera a aprovação, com piora nos índices em relação ao levantamento anterior.
Na economia, a diferença entre aprovação e reprovação chegou a 40 pontos negativos. A avaliação sobre o custo de vida apresentou o pior resultado, com uma diferença de 49 pontos negativos.
A política internacional também aparece como um dos principais pontos de insatisfação. A diferença entre aprovação e desaprovação nessa área chegou a 31 pontos negativos.
Apoio à guerra no Irã cai até entre republicanos
Outro dado que chama atenção é a queda no apoio à guerra no Irã. Segundo a pesquisa, apenas 31% dos americanos dizem apoiar o conflito, o menor índice desde o início da ofensiva. Em março, esse percentual era de 37%; no começo de agosto, estava em 34%.
A redução do apoio também ocorreu entre eleitores republicanos. Entre os integrantes do partido, a aprovação da guerra caiu de 77% em março para 69% no levantamento mais recente.
A percepção de que o conflito será prolongado também aumentou. 83% dos entrevistados afirmaram acreditar que a guerra no Irã deve durar “um longo período”, acima dos 80% registrados no início de agosto.
Os números indicam dificuldade do governo Trump em transformar sua agenda internacional em apoio interno. Ao mesmo tempo, temas econômicos e o custo de vida permanecem entre os principais fatores de insatisfação dos eleitores americanos.
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