Samara Martins, candidata da Unidade Popular (UP) à Presidência da República em 2026, é cirurgiã-dentista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e vice-presidente do parido.
Na disputa, apresenta um programa que se diferencia pela defesa explícita do socialismo e pela oposição à conciliação com o agronegócio, banqueiros e grandes empresários. A candidata afirma que a UP pretende promover mudanças estruturais no país e adota uma posição de enfrentamento a banqueiros, grandes empresários e ao agronegócio.
Em entrevista à Alma Preta, publicada em 24 de agosto, Samara afirmou que a Unidade Popular se diferencia de outras forças da esquerda por defender um projeto socialista para o Brasil. Segundo a candidata, não basta adotar posições progressistas em pautas sociais se a política econômica continuar beneficiando grupos que concentram riqueza e poder. Ela classificou a UP como uma força de “esquerda revolucionária”.
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O programa apresentado pela candidatura estabelece uma série de medidas voltadas ao mercado de trabalho. Entre elas estão o reajuste de 100% do salário mínimo, a revogação das reformas trabalhista e da Previdência, a redução da jornada e o fim da escala 6×1. A proposta prevê uma jornada de 36 horas semanais.
A política econômica proposta pela UP também inclui medidas de maior intervenção do Estado. O programa defende a suspensão dos pagamentos da dívida pública e a realização de uma auditoria, além da nacionalização dos bancos e da reestatização de empresas privatizadas. O plano propõe ainda a taxação das grandes fortunas e o fim de subsídios fiscais e financeiros destinados aos monopólios.
Na área rural, a reforma agrária popular ocupa posição central. A candidatura propõe o fim do latifúndio, além de controle estatal dos preços dos alimentos e redução do uso de agrotóxicos. Em sua entrevista, Samara relacionou a reforma agrária à própria ideia de soberania nacional e afirmou que não seria possível tratar do tema sem enfrentar a concentração econômica e fundiária.
As mulheres também aparecem entre as prioridades da candidatura. Samara defende o combate ao feminicídio e ao assédio, igualdade salarial, creches nos locais de trabalho e punição para agressores e assassinos de mulheres.
O programa da UP se estende ainda para áreas como educação, transporte, moradia, saúde e meio ambiente. A candidata propõe destinar 10% do PIB à educação, ampliar o acesso às universidades, estatizar o transporte público e instituir passe livre para estudantes e trabalhadores. Também defende moradia digna, ampliação do financiamento do SUS, demarcação de terras indígenas e quilombolas e proteção da Amazônia.
A posição da candidata também é explícita quanto a soberania nacional e oposição à influência de potências estrangeiras. O programa prevê o fim da submissão do Brasil aos Estados Unidos, à China e a outros países imperialistas.
Fundada em 2016 e registrada oficialmente em 2019, a Unidade Popular tem como ideologias declaradas o socialismo revolucionário, o anticapitalismo, o anti-imperialismo e o antirracismo. O partido tinha 16.397 filiados em dezembro de 2025, segundo a página consultada. Leonardo Péricles, presidente do partido, foi candidato à Presidência em 2022, enquanto Samara ocupa atualmente a vice-presidência da sigla.
A própria estrutura do programa deixa clara a orientação política da candidatura. Portanto, Samara Martins é de esquerda,
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