Wilson Grassi é o candidato do Democrata à Presidência da República nas eleições de 2026. Veterinário e empresário, o paulista de 56 anos nunca exerceu mandato eletivo, mas já disputou eleições para vereador, deputado estadual e deputado federal por São Paulo. A candidatura dele foi oficializada pelo partido em agosto e tem a empresária Suêd Haidar como vice. Esta é a primeira vez que o Democrata lança um nome próprio para a disputa presidencial.
O partido, que anteriormente se chamava Partido da Mulher Brasileira (PMB), passou a adotar o nome Democrata em dezembro de 2025. O partido é classificada como de centro a centro-direita e utiliza o número 35 nas eleições. Em janeiro de 2026, tinha 54.956 filiados, segundo informações disponíveis sobre a sigla.
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O plano de governo apresentado pela candidatura, intitulado “Brasil em Primeiro Lugar”, organiza as propostas em diferentes áreas e estabelece como eixo central uma ampla reforma do sistema tributário. A principal medida é a criação do Imposto Único Federal (IUF), que substituiria uma série de tributos federais incidentes sobre folha, faturamento e produção por uma cobrança automática sobre movimentações financeiras.
Na prática, a proposta prevê a extinção de tributos como Cofins, CSLL, IOF, IPI e da contribuição previdenciária patronal sobre a folha. O Imposto de Renda, porém, seria mantido. A candidatura propõe elevar a faixa de isenção do IRPF para cinco salários mínimos, o que, considerando o valor do mínimo em 2026 utilizado no plano, corresponderia a R$ 8.105 mensais. O documento afirma que a medida teria como objetivo reduzir a tributação sobre a renda e simplificar as obrigações para trabalhadores e empresas.
A agenda econômica também está relacionada ao mercado de trabalho. O programa defende a redução das obrigações burocráticas para empresas. Segundo a proposta, o objetivo seria diminuir o custo da contratação formal e estimular a migração de trabalhadores da informalidade para empregos com carteira assinada. O plano também prevê simplificação de procedimentos para pequenos negócios e programas de qualificação profissional vinculados à demanda por mão de obra em cada região.
Na segurança pública, Grassi adota uma linha de enfrentamento direto às estruturas do crime organizado. O programa defende o isolamento de lideranças de facções em presídios federais de segurança máxima, o bloqueio de comunicações nas unidades prisionais, o rastreamento e confisco de recursos utilizados por organizações criminosas e o reforço da fiscalização de fronteiras, portos e aeroportos.
Uma das propostas mais controversas do plano é a realização de um plebiscito sobre um modelo penitenciário de segurança máxima inspirado em aspectos da experiência de El Salvador. O próprio documento estabelece, entretanto, que direitos e garantias individuais não poderiam ser submetidos à consulta popular. A proposta também prevê integração entre bases de segurança pública e outros sistemas governamentais, além da criação de um cadastro nacional de pessoas condenadas por maus-tratos contra animais.
A defesa dos animais ocupa espaço incomum em um plano presidencial e está diretamente relacionada à trajetória profissional de Grassi. O programa trata a proteção animal como uma bandeira pessoal do candidato e propõe reforçar a fiscalização contra maus-tratos, criar delegacias e núcleos especializados, ampliar a estrutura federal dedicada ao tema e apoiar a criação de um sistema nacional de proteção animal.
A formação veterinária também aparece na proposta de “Saúde Única”, conceito que integra saúde humana, animal e ambiental. O plano prevê ampliar a participação de médicos-veterinários em equipes municipais de vigilância, fortalecer a prevenção de zoonoses, ampliar campanhas de vacinação antirrábica e integrar serviços veterinários à vigilância epidemiológica.
A candidatura também defende financiamento federal permanente para programas de castração e uma ampliação progressiva da identificação de animais. O plano reconhece que já existe o Cadastro Nacional de Animais Domésticos e afirma que o objetivo não seria criar uma estrutura paralela, mas ampliar sua utilização e integração com outras políticas públicas.
Wilson Grassi e seu partido, portanto, se identificam como centro-direita, mas algumas de suas políticas se encontram mais à direita do espectro político.
Wilson Grassi é de esquerda ou direita? Entenda o posicionamento do candidato à presidência
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