“Gabinete do ódio” ligado a Raquel Lyra estaria perseguindo adversários, diz João Campos

“Gabinete do ódio” ligado a Raquel Lyra estaria perseguindo adversários, diz João Campos
Raquel - Raquel Lyra e João Campos/Foto: Agência Brasil

A disputa eleitoral em Pernambuco ganhou um novo capítulo após o candidato João Campos (PSB) acusar a governadora Raquel Lyra (PSD) de manter uma estrutura dentro do governo estadual para atacar adversários políticos.
Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira (26), o socialista afirmou que a existência de um suposto “gabinete do ódio” já vinha sendo denunciada por ele há mais de um ano e que uma reportagem exibida pela TV Record reforçaria as suspeitas.
“Venho denunciando a existência de um gabinete do ódio, que tem atacado a mim, meus aliados, minha família e minha mulher de forma covarde, caluniosa, mentirosa, difamatória”, afirmou Campos.
Segundo o candidato, a reportagem indicaria a existência de uma estrutura responsável pela produção e divulgação de conteúdos contra adversários da governadora durante o período eleitoral. Campos afirmou ainda que um servidor teria relatado que decisões eram tomadas dentro do Palácio do Governo.
A reportagem da Record citada pelo candidato apontou uma possível rede de páginas e perfis nas redes sociais voltada a críticas contra opositores de Raquel Lyra. A emissora também mencionou contratos de publicidade firmados por órgãos públicos estaduais com o Portal de Prefeitura, além da participação de um funcionário da Caixa Econômica Federal cedido ao governo pernambucano.
Segundo a emissora, o servidor teria participado da coordenação de páginas com ataques a João Campos. A reportagem levantou a hipótese de que recursos de contratos públicos poderiam ter financiado a estrutura.
O Portal de Prefeitura negou qualquer relação com um suposto “gabinete do ódio” e afirmou que suas publicações seguem critérios editoriais próprios e que seus contratos obedecem às normas legais.
A governadora Raquel Lyra negou as acusações durante agenda de campanha no Recife. Ela afirmou que o funcionário citado pela reportagem já foi desligado e disse que não utiliza esse tipo de prática política.
“Não faço política desse jeito. Para mim, a eleição não é um vale-tudo. Não abro mão dos valores que me trouxeram até aqui de defesa incansável da democracia”, declarou.
João Campos afirmou que sua equipe jurídica avalia medidas após as informações divulgadas pela emissora.

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