Lula diz no JN que Lulinha não terá proteção e que responderá se houver crime

Lula diz no JN que Lulinha não terá proteção e que responderá se houver crime
Lula durante a convenção nacional do PSB - Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, durante a sabatina do Jornal Nacional nesta quinta-feira (27), que seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, não terá privilégios caso as investigações da Polícia Federal apontem alguma irregularidade.
Questionado sobre os inquéritos que envolvem o filho, Lula disse que a apuração deve seguir normalmente e separou a posição de pai da função de chefe do Executivo.
“Eu não sou do Ministério Público, eu não sou delegado, eu não sou juiz, eu sou presidente da República e pai do Fábio”, afirmou.
Lula declarou que, se houver comprovação de crime, o filho deverá responder como qualquer cidadão.
“Se o Fábio cometeu qualquer ilícito, qualquer ilícito, ele terá que pagar como qualquer cidadão brasileiro cometer ilícito”, disse.
O presidente também afirmou que não fará movimentos para interferir nas investigações.
“Não haverá da parte da presidente da República um milímetro de movimento para proteger o meu filho”, declarou.
Lula questiona acusações
Durante a entrevista, Lula contestou a existência de provas contra o filho e afirmou que as suspeitas apresentadas até agora seriam baseadas em interpretações de mensagens obtidas pela investigação.
“Primeiro, não tem nenhuma acusação, são ilações, ilações, ilações tiradas de telefonemas”, afirmou.
O presidente disse ainda que aguarda a conclusão dos inquéritos e que o filho deverá prestar esclarecimentos se for necessário.
“Se ele tiver que prestar depoimento, ele vai prestar depoimento. Vai participar dos inquéritos. Se ele for culpado, pagará o preço. Se não for, ele será inocentado.”
Lula também relembrou as acusações que enfrentou durante a Operação Lava Jato e afirmou que prefere aguardar a conclusão das investigações.
“Eu não gosto de fazer pirotecnia com acusações sem que você termine o inquérito”, declarou.
Relação com ex-chefe de gabinete
Outro ponto abordado foi a investigação envolvendo Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência, e a lobista Roberta Luchsinger.
Questionado sobre suspeitas envolvendo pagamentos de despesas pessoais e presentes recebidos por Marcola, Lula afirmou que esse tipo de relação seria inadequado.
“Não é adequado. É totalmente errado”, disse.
O presidente afirmou que caberá ao próprio investigado explicar a relação apurada pela Polícia Federal.
“Só ele sabe a verdade, se ele tomou ou não tomou esse dinheiro emprestado.”
Lula: “Meu filho vai ser investigado como qualquer cidadão brasileiro.” pic.twitter.com/dKKuOXCrPg
— poponze (@poponze) August 28, 2026
 

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