Senado no Acre: petista e bolsonaristas empatam na disputa pela 2ª vaga, diz pesquisa

Senado no Acre: petista e bolsonaristas empatam na disputa pela 2ª vaga, diz pesquisa
Corrida pelo Senado no Acre segue acirrada, segundo pesquisa Quaest - Imagem Ilustrativa - Foto: Nelson Jr./Ascom/TSE

A disputa pelas duas vagas ao Senado no Acre segue acirrada, segundo uma pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (27) e encomendada pela Rede Amazônica, revela que o ex-governador Gladson Cameli (PP) desponta na liderança, mas a segunda cadeira está em aberto.
O levantamento, que considera a combinação dos votos para a primeira e segunda vagas, mostra Gladson Cameli com 19% das intenções de voto. Em seguida, um cenário de empate técnico entre o senador Márcio Bittar (PL), com 14%, e a ex-deputada federal Mara Rocha (Republicanos) e o ex-governador Jorge Viana (PT), com 12% cada.
Na sequência aparece o senador Sérgio Petecão (PSD), com 8%. Pelo limite da margem de erro, de três pontos percentuais para mais ou para menos, Bittar estaria empatado também com Camelli e Petecão estaria na mesma situação em relação a seu colega de Senado, Rocha e Viana.
O deputado federal Eduardo Velloso (Solidariedade) tem 5%. O advogado Júnior Feitosa (DC) e o professor Inácio Moreira (PSOL) marcam 1% cada. O percentual de votos em branco, nulos e daqueles que não vão votar é de 11%, e os indecisos somam 17%.
Na modalidade espontânea, em que os nomes não são apresentados, a indecisão é ainda maior, atingindo 68%. Gladson Cameli lidera com 7%, seguido por Márcio Bittar e Jorge Viana, ambos com 5%, e Mara Rocha com 4%.
Leia também:
Bolsonarista Gustavo Gayer tem disputa acirrada por 2ª vaga no Senado em GO, diz Quaest
Nova pesquisa Quaest mostra atual cenário da disputa entre ACM Neto e Jerônimo Rodrigues
Senado na Bahia: pesquisa mostra cenário para Rui Costa e Jaques Wagner na disputa
Cenários para o primeiro e segundo votos
Quando os eleitores são questionados especificamente sobre a primeira opção de voto, Gladson Cameli amplia sua liderança para 24%. Márcio Bittar mantém-se em segundo com 16%, e Jorge Viana aparece com 15%. Mara Rocha registra 10%, e Sérgio Petecão tem 7%. Para a primeira escolha, 14% dos eleitores estão indecisos.
Já para a segunda vaga, o cenário se torna ainda mais fragmentado. Gladson Cameli ainda lidera, mas com 14%. Mara Rocha sobe para 13%, Márcio Bittar tem 12%, e Sérgio Petecão alcança 10%. Jorge Viana aparece com 9%. A indecisão para a segunda vaga é significativamente maior, chegando a 21%, com 14% de votos em branco e nulos.
Rejeição e indecisão, segundo a Quaest
A pesquisa Quaest também mediu a rejeição dos candidatos. Sérgio Petecão e Jorge Viana são os mais rejeitados, com 50% e 47% dos eleitores que os conhecem e não votariam neles, respectivamente. Gladson Cameli, apesar de sua liderança, tem uma rejeição de 41%, e Márcio Bittar, 36%.
Embora 57% dos eleitores considerem sua escolha definitiva, 43% ainda admitem que podem mudar o voto até as eleições de 4 de outubro.
O levantamento ouviu 804 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 23 e 26 de agosto e a sondagem está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo AC-09106/2026.
Entre Lula e Flávio Bolsonaro
Entre os principais nomes na disputa pelo Senado no Acre, o líder do levantamento, Gladson Cameli, declarou apoio a Flávio Bolsonaro. Já Márcio Bittar e Mara Rocha são os nomes apoiados pelo candidato do PL.
Jorge Viana foi governador e senador do Acre pelo PT e deixou a presidência da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em abril deste ano.
Sérgio Petecão apoia o presidenciável de seu partido, Ronaldo Caiado, mas recentemente elogiou Lula. “Eu fui vice-líder do Bolsonaro. Eu fui vice-líder do Bolsonaro. Eu não tenho nenhum problema contra o Bolsonaro. Nenhum, zero, zero problema. Fui deputado federal junto com ele”, disse, em evento realizado no Acre no início de agosto.
Em seguida, o senador comparou os governos Lula e Bolsonaro em relação aos investimentos no Acre e citou a BR-364 como exemplo. “Eu não posso negar que o presidente Lula ajudou muito mais o meu Estado do que o Bolsonaro”, apontou na ocasião.

Ver mais

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!