Senado aprova Pacheco para o TCU em tempo recorde, mas pode travar votação do fim da escala 6×1

Senado aprova Pacheco para o TCU em tempo recorde, mas pode travar votação do fim da escala 6×1
- Agência Senado (Jefferson Rudy) Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco

A indicação de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para o Tribunal de Contas da União (TCU) avançou no Congresso nesta terça-feira (1º), depois de uma articulação conduzida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O nome do senador mineiro foi aprovado pelo plenário por 63 votos a 4 e agora segue para análise da Câmara dos Deputados.
Caso seja aprovado pelos deputados, Pacheco ocupará a vaga deixada por Bruno Dantas, que comunicou nesta segunda-feira (31) sua saída antecipada do TCU. Em comunicado, Dantas afirmou que decidiu encerrar seu ciclo na Corte para se dedicar a “novos projetos”.
A escolha de Pacheco teve uma tramitação incomum. O Senado aprovou um requerimento de urgência e levou a indicação diretamente ao plenário, sem análise prévia da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
Nos bastidores do Senado, circulou entre líderes a informação de que Davi Alcolumbre teria sinalizado a possibilidade de suspender novas votações nesta semana diante da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal.
A eventual decisão atingiria justamente o período reservado pelo Congresso para o chamado esforço concentrado antes das eleições, quando a Casa tinha previsão de analisar temas como a PEC do fim da escala 6×1. Até o momento, porém, não há confirmação oficial de que o presidente do Senado tenha determinado a paralisação da pauta
Apoio amplo no Senado
A indicação contou com a assinatura de 19 senadores, incluindo representantes de diferentes campos políticos, como a líder do governo na Casa, Teresa Leitão (PT-PE), e o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN).
Durante a votação, Alcolumbre agradeceu o apoio das lideranças partidárias e destacou que a indicação recebeu adesão de integrantes da base governista e da oposição.
O senador Otto Alencar (PSD-BA) defendeu a aprovação do nome e citou a atuação de Pacheco durante sua passagem pela presidência do Senado, especialmente durante a crise institucional após os ataques de 8 de janeiro de 2023.
Caminho após disputa pelo STF
A indicação para o TCU ocorre depois de uma disputa política envolvendo outra vaga institucional. Alcolumbre defendia o nome de Pacheco para o Supremo Tribunal Federal (STF), mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) optou pela indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias.
Messias acabou rejeitado pelo Senado, em um episódio que provocou um afastamento entre Lula e Alcolumbre. Nas últimas semanas, porém, os dois lados retomaram o diálogo diante da necessidade de construir acordos no Congresso.
A aproximação acontece em um momento em que o governo busca apoio para pautas consideradas prioritárias, como as propostas relacionadas ao fim da escala 6×1, segurança pública e medidas econômicas em tramitação.

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