Quaest aponta estabilidade na avaliação de Lula, mesmo após crise com Lulinha

Quaest aponta estabilidade na avaliação de Lula, mesmo após crise com Lulinha
Quaest aponta estabilidade na avaliação de Lula, mesmo após crise com Lulinha 1

A avaliação do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permanece dividida, segundo a nova pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2). O levantamento mostra que 48% dos entrevistados desaprovam a administração federal, enquanto 45% aprovam. Outros 7% não souberam ou não responderam.
A diferença de três pontos percentuais mantém a avaliação negativa numericamente à frente da positiva, mas dentro de um cenário de estabilidade em relação à pesquisa anterior. Em agosto, a Quaest havia registrado 48% de desaprovação e 46% de aprovação.

A nova rodada é a primeira realizada pelo instituto depois do início da campanha eleitoral e foi contratada pela TV Globo e pelo jornal O GLOBO.
Apesar da manutenção do quadro geral, alguns segmentos apresentaram mudanças. Entre eleitores de 16 a 24 anos, a desaprovação ao governo passou de 47% para 53% desde a pesquisa de 14 de agosto, uma alta de seis pontos percentuais.
Também houve aumento numérico entre os eleitores que não se identificam com partidos políticos. Nesse grupo, a desaprovação passou de 48% para 52%. A variação, entretanto, está dentro da margem de erro do levantamento.
Investigações envolvendo filho de Lula
A pesquisa foi realizada em meio à repercussão de três inquéritos abertos pela Polícia Federal envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
As apurações investigam suspeitas relacionadas a tráfico de influência na área da Saúde, possíveis favorecimentos envolvendo a Dataprev e negócios supostamente irregulares ligados ao governo.
Os investigadores chegaram às suspeitas durante o avanço de apurações sobre desvios em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A PF identificou indícios de uma possível atuação conjunta de Lulinha com a lobista Roberta Luchsinger e também analisa um repasse feito por ela a Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que já ocupou o cargo de chefe de gabinete de Lula.
Durante sabatina na TV Globo, o presidente foi questionado sobre as investigações. Lula classificou as acusações como “ilações”, afirmou confiar na inocência do filho e disse que ele terá condições de demonstrá-la. O presidente também negou que o governo esteja atuando para proteger os envolvidos.
Até o momento, os dados da Quaest não indicam alteração significativa na avaliação geral do governo associada à repercussão dos inquéritos.
Governo busca recuperar apoio
Com a campanha eleitoral em andamento, o governo tenta ampliar a aprovação em setores considerados estratégicos para a disputa.
Lula tem intensificado a articulação política com o Congresso e, na semana passada, manteve encontros com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Motta declarou apoio à candidatura de Lula à Presidência. No Senado, Alcolumbre tem conduzido pautas de interesse do governo, entre elas discussões relacionadas ao fim da escala de trabalho 6×1.
A estratégia do Palácio do Planalto é associar a atuação do Congresso a medidas com impacto direto na vida dos trabalhadores e de outros segmentos do eleitorado, na tentativa de melhorar a percepção sobre a administração federal durante a corrida eleitoral.
Avaliação negativa ainda supera a positiva
Além de medir aprovação e desaprovação, a Quaest perguntou aos eleitores como eles classificam o desempenho do governo.
A avaliação negativa aparece em primeiro lugar, com 37%. A parcela que considera a gestão positiva é de 35%, enquanto 25% classificam o governo como regular. Outros 3% não souberam ou não responderam.
Apesar da predominância da avaliação negativa, os números atuais estão melhores do que os registrados um ano atrás em alguns indicadores. Em agosto de 2025, a desaprovação ao governo era de 51%.
No mesmo intervalo, a aprovação passou de 46% para os atuais 45%, considerando a rodada mais recente. A diferença em relação ao levantamento anterior permanece dentro da margem de erro.
A Quaest entrevistou 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07065/2026.
 
 

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