Quem indicou André Mendonça para o STF?

Quem indicou André Mendonça para o STF?
André Mendonça - Ministro ocupa posição na Segunda Turma do STF

André Mendonça foi indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF)  em julho de 2021.
A escolha ocorreu após a aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello e foi marcada por uma promessa feita pelo presidente à época, Jair Bolsonaro (PL): indicar para a Corte alguém que fosse “terrivelmente evangélico”.
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Mendonça se encaixava no perfil buscado pelo presidente. Advogado da União e então ministro da Justiça e Segurança Pública, ele também havia ocupado o cargo de advogado-geral da União durante o governo Bolsonaro. Sua trajetória no Executivo federal o colocou entre os nomes mais próximos do presidente.
A indicação não foi apenas uma escolha técnica. Bolsonaro havia transformado a nomeação em uma demonstração de compromisso com sua base religiosa e conservadora. Mendonça era pastor da Igreja Presbiteriana Esperança, em Brasília, e sua indicação foi celebrada por setores evangélicos alinhados ao governo.
A Revista Fórum já destacou o caráter político da escolha ao identificar Mendonça como um dos ministros do STF indicados por Bolsonaro e ao registrar a promessa presidencial de nomear alguém “terrivelmente evangélico”.
Para assumir a cadeira, entretanto, Mendonça precisava ser aprovado pelo Senado. Ele passou por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em 1º de dezembro de 2021. Na ocasião, recebeu 18 votos favoráveis e 9 contrários. No mesmo dia, o plenário do Senado aprovou sua indicação por 47 votos a 32.
A chegada de Mendonça ao STF completou o projeto de Bolsonaro de ampliar sua influência sobre a Suprema Corte. Ele já havia indicado Kassio Nunes Marques para outra vaga, em 2020. A Fórum posteriormente destacou os dois como ministros indicados pelo ex-presidente e associados à sua base política.
Portanto, quem indicou André Mendonça para o STF foi Jair Bolsonaro. Mais do que uma nomeação convencional, a escolha representou uma aposta explícita na aproximação entre o Supremo e o segmento evangélico conservador que constituía uma das principais bases políticas do governo Bolsonaro.

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