De volta à disputa por uma cadeira no Senado, Aécio Neves (PSDB-MG) chega às eleições de 2026 com um patrimônio muito diferente daquele apresentado aos eleitores quatro anos atrás.
O deputado federal declarou à Justiça Eleitoral possuir R$ 22,5 milhões em bens. Em 2022, quando disputou uma vaga na Câmara, havia informado R$ 1,94 milhão. Na comparação, o patrimônio declarado pelo tucano ficou quase 12 vezes maior em quatro anos.
O salto tem como principal explicação as heranças recebidas por Aécio. Dos R$ 22.548.039,13 declarados neste ano, cerca de R$ 20,98 milhões correspondem a bens identificados como herança de seus pais nas informações apresentadas à Justiça Eleitoral.
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Milhões em imóveis e R$ 1,7 milhão em joias
A declaração mostra um patrimônio concentrado principalmente em imóveis, que somam R$ 12,53 milhões.
Dois deles, localizados em Santa Catarina e no Rio de Janeiro , declarados como herança materna, estão avaliados juntos em cerca de R$ 8,6 milhões. Outra propriedade rural herdada da mãe foi declarada por R$ 3,61 milhões.
A lista inclui ainda um apartamento em Belo Horizonte, avaliado em R$ 222 mil, e um terreno rural de R$ 87 mil. Mas os milhões não estão apenas nos imóveis.
A herança materna acrescentou ainda aproximadamente R$ 6 milhões em aplicações financeiras ao patrimônio declarado pelo candidato. Aécio também informou participações de capital, investimentos em renda fixa e R$ 1,72 milhão em joias herdadas da mãe.
Há ainda R$ 542 mil em automóveis e R$ 43,6 mil em outros bens, como obras de arte e antiguidades.
O contraste com 2022 é expressivo. Há quatro anos, todo o patrimônio informado por Aécio somava R$ 1,94 milhão. Na época, pouco mais de R$ 1 milhão estava concentrado em aplicações financeiras, enquanto os imóveis declarados somavam R$ 307 mil.
Não há, até o momento, indicação de irregularidade relacionada ao aumento patrimonial informado por Aécio.
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Aécio tenta voltar ao Senado 12 anos depois da derrota para Dilma
A declaração milionária acompanha a tentativa de Aécio voltar ao Senado e recuperar espaço na política mineira.
Atual presidente nacional do PSDB, ele anunciou a candidatura em 28 de agosto, após uma reviravolta na chapa formada no estado. Gustavo Galassi (PSDB) e Marcelo Heringer (PDT), que estavam registrados para a disputa, desistiram de suas candidaturas.
Aécio já ocupou uma cadeira no Senado entre 2011 e 2018 e governou Minas Gerais por dois mandatos, de 2003 a 2010.
Seu nome ganhou projeção nacional sobretudo na eleição de 2014, quando disputou a Presidência pelo PSDB e foi derrotado por Dilma Rousseff (PT) no segundo turno.
Doze anos depois, o tucano volta a buscar um mandato majoritário justamente em Minas Gerais, estado onde construiu sua trajetória política.
O levantamento não mede ainda o impacto da entrada de Aécio na disputa. Uma nova rodada com o tucano entre os candidatos deverá indicar quanto de sua antiga força eleitoral em Minas permanece disponível em 2026.
De volta à disputa pelo Senado, patrimônio de Aécio Neves salta de R$ 1,9 milhão para R$ 22,5 milhões
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