Fim da escala 6×1 deve ser votado no Senado apenas após primeiro turno das eleições

Fim da escala 6×1 deve ser votado no Senado apenas após primeiro turno das eleições
Davi Alcolumbre reúne líderes para definir rito da PEC do fim da escala 6x1 - Foto: Carlos Moura/Agência Senado

A votação em plenário da PEC que acaba com a escala 6×1 não deve ocorrer nesta semana nem na próxima, segundo uma fonte ouvida pela Revista Fórum. A previsão é que a análise do texto pelo Senado fique para o intervalo entre o primeiro e o segundo turno das eleições.
A proposta foi aprovada nesta quarta-feira (2) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e agora depende de votação em plenário. A expectativa inicial era que o texto avançasse ainda durante o esforço concentrado do Congresso, mas a resistência da oposição e a articulação de senadores contrários à medida dificultaram o avanço do calendário.
Nos bastidores, integrantes do governo avaliam que a votação entre o primeiro e o segundo turno pode reduzir a mobilização em torno da pauta e dificultar a pressão popular sobre os senadores. A estratégia era tentar levar o texto ao plenário ainda nesta semana, antes do período eleitoral, para acelerar a tramitação da proposta.
A pressão para que a PEC avance no Senado também apareceu durante a sessão desta quarta-feira (2). O relator da proposta na Casa, senador Omar Aziz (PSD-AM), cobrou publicamente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sobre a inclusão da matéria na pauta do plenário.
Durante a sessão, após a discussão sobre o projeto relacionado a minerais críticos, Aziz questionou Alcolumbre sobre a votação da proposta que acaba com a escala 6×1. “O rapaz do nosso presidente [Alcolumbre] vai pautar a 6×1?”, perguntou o relator.
Durante a votação na CCJ, quatro senadores votaram contra a PEC que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem redução salarial. Foram eles Rogério Marinho (PL-RN), Jaime Bagattoli (PL-RO), Tereza Cristina (PP-MS) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
Os parlamentares fazem parte da base de apoio do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que tem se posicionado contra a proposta. A oposição tenta impedir que o texto seja levado rapidamente ao plenário, onde a PEC precisa de apoio de pelo menos 49 senadores em dois turnos de votação.
A PEC estabelece a redução gradual da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e garante dois dias de descanso por semana aos trabalhadores.

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