A menos de um mês do país voltar às urnas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu aproximar ainda mais da população o equipamento que será protagonista em outubro.
Quem passou pelo calçadão de Copacabana, no Rio de Janeiro, no sábado (5), pôde testar a urna eletrônica, simular o voto e conhecer detalhes do equipamento que será utilizado nas Eleições 2026.
A iniciativa ocorre depois de anos em que as urnas estiveram no centro de ataques e campanhas de desinformação, especialmente durante o governo de Jair Bolsonaro. Desta vez, a estratégia da Justiça Eleitoral foi simples: levar o equipamento para a rua e permitir que os próprios eleitores conhecessem seu funcionamento.
Duas urnas foram apresentadas ao público. Uma delas ficou aberta, permitindo visualizar seus componentes internos. A outra foi preparada para uma votação simulada, com candidatos fictícios.
“Queremos convidar as pessoas a experimentar a urna, conhecer seu funcionamento e perceber que não há mistério”, afirmou o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques.
A atividade reuniu desde jovens que vão votar pela primeira vez, até pessoas com mais de 70 anos, faixa etária para a qual o voto é facultativo.
Urna terá novidades nas eleições de 2026
Neste ano, os brasileiros terão seis escolhas pela frente: deputado federal, deputado estadual, dois candidatos ao Senado, governador e presidente da República.
Para facilitar a votação, a urna chega a 2026 com uma nova interface, telas redesenhadas, letras mais legíveis e uma barra de progresso que permitirá acompanhar as etapas até a conclusão do voto.
O equipamento também conta com recursos de acessibilidade, entre eles teclado com marcações táteis, áudio, síntese de voz e intérprete de Libras.
Com tantos números para lembrar, o TSE reforçou ainda uma recomendação conhecida dos brasileiros: leve a colinha.
Os números dos candidatos podem ser anotados em papel e consultados dentro da cabine. O celular, por outro lado, deve ficar de fora, já que aparelhos eletrônicos não podem ser levados para a cabine de votação.
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Depois dos ataques, TSE reforça segurança das urnas
Além de ensinar como votar, a ação buscou desmistificar o funcionamento da urna eletrônica.
O sistema eleitoral brasileiro foi alvo de uma ofensiva de desinformação nos últimos anos, com acusações de fraude e suspeitas sobre a segurança das urnas disseminadas sem apresentação de provas.
Em Copacabana, uma das formas encontradas para responder às dúvidas foi literalmente abrir o equipamento ao público.
Ao apresentar a urna aberta, o presidente do TRE-RJ, desembargador Cláudio de Mello Tavares, destacou que o equipamento não fica conectado à internet durante a votação.
“A urna não tem internet, não tem wi-fi, não tem chip de celular, não tem antena, ninguém invade de casa uma máquina que não está ligada em lugar nenhum.”
Nunes Marques também defendeu a aproximação da Justiça Eleitoral com a população e resumiu o procedimento diante da urna em quatro ações: “olhe, digite, confira e confirme”.
O teste no calçadão foi apenas uma preparação. O encontro para valer com as urnas será em 4 de outubro, data do primeiro turno das Eleições 2026. Caso haja segundo turno para presidente ou governador, os eleitores voltarão às urnas em 25 de outubro.
A menos de um mês das eleições, TSE leva urna eletrônica às ruas do Rio
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