André Mendonça é o novo Sérgio Moro

André Mendonça é o novo Sérgio Moro
- André Mendonça - Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Mais uma vez, a extrema-direita atua para tensionar a democracia brasileira. A menos de um mês das eleições, não há dúvidas de que as movimentações de André Mendonça têm caráter político.
Indicado ao STF em 2021 por Bolsonaro, o pai que está preso, Mendonça agora atua para eleger Bolsonaro filho. Um dos capítulos mais graves dessa movimentação é o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal, determinado pelo ministro Mendonça.
O desligamento de Andrei gera uma crise sem precedentes com o pedido de afastamento de 11 diretores da PF. Nos últimos anos, a Polícia Federal atuou de forma independente, investigando o caso do INSS, investigando a execução política de Marielle Franco, investigando inclusive o caso do Banco Master.
Não se trata apenas de uma provocação política. É um alerta sobre os riscos de transformar instituições de Estado em protagonistas de disputas eleitorais. As eleições de 2026 serão decisivas não apenas para escolher um presidente, mas para definir se o Brasil seguirá fortalecendo sua democracia ou permitirá que velhas práticas voltem a ameaçar a soberania popular.
É hora de ocupar as ruas, defender as instituições e garantir que o voto seja respeitado. Para quem acredita que a democracia precisa prevalecer, reeleger Lula também é uma escolha por um Brasil soberano, que cuide do povo trabalhador e não permita que os golpistas de ontem determinem o futuro do país.
André Mendonça é o novo Sérgio Moro. E o Brasil já conhece os estragos provocados pela mistura entre Justiça e política. A Lava Jato deixou essa lição.
Talíria Petrone é deputada federal do PSOL-RJ e candidata à reeleição

Ver mais

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!