Lula escala Boulos em núcleo central da campanha para mobilização nas ruas e reverter estagnação em pesquisas

Lula escala Boulos em núcleo central da campanha para mobilização nas ruas e reverter estagnação em pesquisas
Guilherme Boulos e Lula - Guilherme Boulos e Lula (Ricardo Stuckert/PR)

Descontente com a estagnação nas pesquisas de intenção de votos e em meio à crise no Supremo Tribunal Federal, Lula escalou o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, no “núcleo duro” da campanha, recém criado pelo presidente para discutir permanentemente a estratégia da campanha.
Além de Boulos, fazem parte do grupo, que tem ajustado as velas diariamente, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação (Secom), Sidônio Palmeira, e o presidente do PT, Edinho Silva. Ex-presidente da Fundação Perseu Abramo (FPA) e diretor do Instituto Lula, Paulo Okamoto também foi convocado pelo ex-presidente, embora tenha atuação mais discreta.
Segundo fontes próximas ao governo ouvidas pela Fórum, Boulos foi escalado com um objetivo claro: mobilizar a militância e colocar o povo nas ruas para reverter a estagnação nas pesquisas. Pesquisas BTG/Nexus e Meio/Ideia divulgadas nessa semana mostram redução da vantagem no primeiro turno e situações de empate com Flávio Bolsonaro no segundo turno.
A ação teve início na noite desta quarta-feira (9). Em vídeo nas redes sociais, Boulos conclama os militantes dizendo que “está na hora de levantar da cadeira e ir para a ofensiva”.
“Se alguém ainda estava achando que a eleição estava ganha, já percebeu pelas últimas pesquisas que essa campanha vai ser voto a voto. Eleição não se ganha parado e nem com salto alto. Eleição se ganha dialogando com os indecisos e enfrentando os adversários”, iniciou.
Em seguida, Boulos repetiu a posição de Lula sobre a crise no Supremo Tribunal Federal (STF), que pediu para “que se investigue todos, doa a quem doer” no caso Master e partiu para cima de Flávio Bolsonaro.
“A gente está enfrentando nessa eleição um bandido que não tem nenhuma autoridade moral de apontar o dedo para quem quer que seja para falar de corrupção. Agora, a gente não pode tirar da cabeça que essa eleição não é sobre o STF, é sobre o Brasil e o nosso povo. Esse é o grande campo de batalha”, afirmou.
“De um lado, está quem defende o trabalhador e luta pelo fim da escala 6 por 1. Do outro lado, está quem está boicotando a aprovação da PEC no Congresso. De um lado, está quem defende o Brasil e a nossa soberania. Do outro lado, está quem se ajoelha para o Trump. Vamos para cima, derrotar os traidores e ganhar essa eleição”, afirmou, convocando a militância para as ruas no próximo domingo, dia 13.
https://x.com/GuilhermeBoulos/status/2097824918867955793

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