Lula lembra caos na pandemia e dispara contra ministros de Bolsonaro: “Um bando de mequetrefes”

Lula lembra caos na pandemia e dispara contra ministros de Bolsonaro: “Um bando de mequetrefes”
- Imagem: Agif/Folhapress

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou aos anos da pandemia de Covid-19 para fazer uma dura crítica à condução da saúde durante o governo de Jair Bolsonaro.
Em entrevista à Record nesta terça-feira (15), Lula relembrou a sucessão de ministros que passaram pelo Ministério da Saúde durante a maior crise sanitária do país.
“Vocês estão lembrados dos ministros da Saúde do outro governo, um bando de mequetrefes que não serviam pra nada.”
A crítica serviu de ponto de partida para Lula defender o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e comparar o cenário daquele período com a ampliação de políticas e investimentos na área durante seu atual mandato.
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Da pandemia à expansão do Mais Médicos
Durante a pandemia, o SUS esteve na linha de frente do atendimento à população, das unidades básicas e internações à campanha nacional de vacinação.
O governo Bolsonaro atravessou o período com sucessivas mudanças no comando da Saúde. Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich, Eduardo Pazuello e Marcelo Queiroga comandaram a pasta durante a gestão do ex-presidente.
Ao falar sobre a situação atual, Lula destacou a ampliação do Mais Médicos.
Em dezembro de 2022, o programa contava com 12.843 profissionais em atividade. Após a recomposição e ampliação iniciadas no atual governo, o número praticamente dobrou e chegou à casa dos 28 mil médicos.
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“A mesma máquina” de Trump e Xi Jinping
Outro ponto destacado por Lula foi a ampliação da estrutura de radioterapia oferecida pelo SUS.
O governo vem entregando novos aceleradores lineares, equipamentos de alta tecnologia utilizados no tratamento de pacientes com câncer. As máquinas permitem direcionar a radiação ao tumor com maior precisão, preservando, na medida do possível, os tecidos saudáveis ao redor.
Na entrevista, Lula recorreu a uma comparação que já vem utilizando em discursos sobre o tema: a tecnologia disponível para quem depende do SUS deve ter o mesmo padrão daquela acessível aos homens mais poderosos do mundo.
O presidente citou Donald Trump e Xi Jinping e afirmou que uma trabalhadora doméstica brasileira deve poder receber tratamento com a mesma tecnologia disponível aos presidentes dos Estados Unidos e da China.
A comparação não surgiu agora. Em outras agendas sobre saúde realizadas neste ano, Lula já havia defendido que Trump, Xi Jinping, ele próprio ou qualquer brasileiro que precisasse de radioterapia pudesse ser tratado em equipamentos com o mesmo padrão tecnológico.

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