Lula diz que fim da escala 6×1 traz alívio para mulheres: “Tempo para viver”

Lula diz que fim da escala 6×1 traz alívio para mulheres: “Tempo para viver”
- Imagem: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender o fim da escala 6×1 e colocou no centro do debate uma realidade presente na rotina de milhões de mulheres: a jornada que começa no trabalho e na maioria das vezes, continua dentro de casa.
Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que toda mulher deveria ter tempo para descansar, encontrar amigas, ler, passear, fazer o que quiser — ou simplesmente não fazer nada.
“Tem mulher que é a primeira a levantar e a última a dormir. Trabalha fora, cuida dos filhos, da casa, de todo mundo. E quase nunca sobra tempo para cuidar de si.”
Na sequência, o presidente relacionou diretamente essa sobrecarga ao debate sobre o fim da escala 6×1.
“É também por elas que o fim da escala 6×1 está em debate. Porque a vida de uma mulher não pode ser só trabalhar e cuidar dos outros. Ela também merece tempo para viver.”
A publicação reforça uma posição que Lula já havia apresentado nesta sexta-feira. Em uma entrevista no Rio de Janeiro, o presidente afirmou que a redução da jornada beneficiaria os trabalhadores de maneira geral, mas destacou especialmente as mulheres, diante do peso das tarefas domésticas que ainda recaem de forma totalmente desigual sobre elas.
https://x.com/LulaOficial/status/2101087166633816443?s=20
Fim da escala 6×1 já avançou no Congresso
A manifestação de Lula ocorre enquanto a PEC 221/2019, que trata do fim da escala 6×1, avança no Congresso Nacional.
A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados em maio e em 2 de setembro, recebeu aval da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Agora, o texto segue para análise do Plenário da Casa.
A PEC prevê a redução gradual da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas e estabelece dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução salarial.
A transição também será gradual: a jornada máxima cairá inicialmente para 42 horas semanais e posteriormente, chegará às 40 horas.
Como se trata de uma mudança na Constituição, a proposta ainda precisa ser aprovada em dois turnos no Senado, com pelo menos 49 votos favoráveis em cada votação. Se o texto aprovado pelos senadores for o mesmo que passou pela Câmara, poderá então ser promulgado pelo Congresso Nacional.
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