Cerca de 3 horas após protocolar um pedido direcionado a Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), para suspensão “imediata” da pena a 10 dias das eleições, na manhã desta quinta-feira (24), Jair Bolsonaro, recuou e desistiu da tentativa junto ao ministro alçado por ele mesmo à corte.
O pedido foi feito com as pesquisas mostrando uma disputa acirrada entre Lula e seu filho Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial. O objetivo é que Nunes Marques suspendesse a pena de 27 anos e 3 meses de prisão e concedesse a liberdade até o julgamento da revisão criminal sobre a sentença.
Relatada por Nunes Marques, a Revisão Criminal 6.021 foi apresentada pela defesa do ex-presidente em maio para tentar reverter a condenação como líder da organização criminosa que tentou um golpe de Estado no Brasil, decidida pela primeira turma do STF.
No pedido, os advogados de Bolsonaro requerem a Nunes Marques a “concessão de medida liminar, inaudita altera parte, para suspender imediatamente a execução da pena privativa de liberdade imposta a Jair Messias Bolsonaro nos autos da AP n. 2.668/DF [processo do golpe], até o julgamento final da presente revisão criminal”.
Os advogados voltam a alegar incompetência da primeira turma para julgar o caso e pedem um novo julgamento no plenário do STF.
“A execução da pena deve ser suspensa porque há plausibilidade qualificada de que a condenação tenha sido proferida por órgão absolutamente incompetente no âmbito interno do Supremo Tribunal Federal”, diz a petição.
Em 3 horas, Jair Bolsonaro recua e desiste de pedir liberdade a Kássio Nunes Marques
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