Deltan Dallagnol (Novo) voltou à disputa pelo Senado no Paraná, neste domingo (4), dia do primeiro turno das eleições 2026, após o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspender a decisão que havia indeferido seu registro de candidatura.
A reviravolta ocorreu poucas horas antes da abertura das urnas, depois que a defesa de Dallagnol recorreu à Corte para reverter o indeferimento determinado na véspera pelo ministro Floriano de Azevedo Marques.
Com o novo status, o registro volta à condição de “deferido com recurso” e os votos recebidos serão contabilizados até que o plenário do TSE decida o caso em definitivo.
Com a nova determinação, o registro de Deltan Dallagnol volta à condição de “deferido com recurso”, o que significa que ele permanece formalmente na disputa e seus votos serão computados de forma provisória.
A decisão foi tomada de forma monocrática por Nunes Marques, na condição de presidente da Corte, e produz efeitos imediatos sobre o processo eleitoral no estado.
Histórico recente da candidatura
Na noite de sábado (3), o ministro Floriano de Azevedo Marques havia derrubado a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) que autorizava a candidatura de Dallagnol. Além de indeferir o registro, a determinação previa a nulidade de todos os votos destinados ao candidato, o que, na prática, o eliminaria da corrida ao Senado.
A defesa de Deltan Dallagnol reagiu imediatamente e buscou a reversão da medida junto ao TSE. O resultado foi a decisão de Kassio Nunes Marques, proferida já na manhã deste domingo (4), que suspendeu os efeitos do indeferimento e recolocou o candidato na disputa horas antes da abertura das urnas.
Próximos passos
O nome de Deltan Dallagnol permanece disponível nas urnas eletrônicas para os eleitores paranaenses. Na prática, quem votar no candidato terá o voto registrado e contabilizado normalmente.
Porém, a validade definitiva dos votos está condicionada ao julgamento do recurso pelo plenário do TSE, que ainda não tem data definida para analisar o caso. Enquanto o colegiado não se pronuncia, Dallagnol segue na disputa com o registro classificado como deferido com recurso.
Nunes Marques recoloca Dallagnol na corrida pelo Senado no PR
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