A deputada federal, candidata à reeleição, Erika Hilton (PSOL) recebeu uma ameaça de morte por e-mail na manhã deste domingo (4), dia do primeiro turno das eleições de 2026, quando se preparava para votar.
A mensagem, carregada de ataques transfóbicos, chegou às 10h26 e forçou a parlamentar a postergar sua ida à seção eleitoral para aguardar reforço na segurança pessoal. Erika registrou boletim de ocorrência na Delegacia Digital e solicitou abertura de investigação para identificar e responsabilizar criminalmente o autor.
Após receber o e-mail com ameaças de morte e conteúdo transfóbico, a equipe da deputada acionou imediatamente os protocolos de segurança. Em seguida, Erika postergou sua ida às urnas para aguardar o reforço da escolta. Ela deve votar acompanhada de sua equipe de proteção.
“Vou te matar em breve”
O e-mail afirmava que o autor conhecia dados pessoais e o endereço da deputada. “Eu sei tudo sobre você, eu vou te matar em breve”, dizia um dos trechos. A mensagem ainda prometia um “banho de sangue” e continha insultos transfóbicos contra a parlamentar.
Segundo apuração de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, um usuário identificado como Pedro Henrique Gaiardo chamou Erika de “traveco”, escreveu seu CPF na mensagem e afirmou que iria “vingar todos os brasileiros” com um “banho de sangue que todos os brasileiros patriotas esperam”. A coluna tentou contato com a conta, mas não obteve resposta.
Erika Hilton registrou boletim de ocorrência na Delegacia Digital e solicitou às autoridades a abertura de investigação para identificar o responsável e promover sua responsabilização criminal.
Violência política e anonimato
A ameaça foi enviada via Onion Mail, serviço projetado para dificultar o rastreamento e a vigilância de mensagens, funcionando como uma alternativa anônima a plataformas convencionais como Gmail ou Outlook. O uso deliberado dessa ferramenta representa um obstáculo adicional para as autoridades na identificação do remetente.
Segundo a campanha de Erika Hilton, a deputada não recebia ameaças desse tipo desde março, quando foi eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. A escalada coincide, portanto, com o aumento de sua exposição institucional em uma pauta diretamente ligada à proteção de mulheres e minorias. O episódio deste domingo evidencia que a violência política como instrumento de intimidação não recua nem nos dias em que a democracia se exerce nas urnas.
Erika Hilton recebe ameaça e faz ocorrência antes de votar: “vou te matar em breve”
💬 Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar!