O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que os relatórios recebidos pela Corte não identificaram risco de interferência estrangeira nas eleições. Segundo o ministro, também não há sinal de ameaça ligada ao crime organizado no processo eleitoral.
A manifestação foi feita no mesmo dia em que a Polícia Federal anunciou a abertura de um procedimento preliminar para verificar uma eventual ingerência externa no pleito. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ressaltou, no entanto, que não existem até agora elementos concretos que indiquem uma ameaça efetiva.
Nunes Marques também minimizou a decisão dos Estados Unidos de suspender o atendimento presencial na embaixada em Brasília e nos consulados instalados no país por razões de segurança. Para o presidente do TSE, medidas desse tipo podem ocorrer em eleições marcadas por forte polarização. Ele citou a Colômbia como exemplo.
A avaliação pública do ministro ocorre depois de diferentes órgãos terem adotado medidas de acompanhamento sobre o tema. Em agosto, a Abin enviou ao governo e ao TSE um relatório alertando para a possibilidade de influência e interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras, segundo informação publicada pela Folha de S.Paulo.
O diretor-geral da PF também informou neste domingo que a corporação não encontrou, até o momento, evidências concretas de risco contra representações diplomáticas.
Nunes Marques afirmou ainda que a cooperação entre o TSE e as plataformas digitais ajudou a reduzir problemas que poderiam atingir o processo eleitoral.
A posição oficial da Justiça Eleitoral, portanto, é de que não há neste momento risco internacional identificado nos relatórios da Corte, enquanto a PF mantém uma apuração preliminar sobre a possibilidade de interferência externa.
TSE descarta risco de interferência externa, mas PF mantém investigação aberta
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