Luna Zarattini (PT) foi eleita deputada federal por São Paulo neste domingo (4) com 233.733 votos. Vereadora da capital paulista, ela terminou a disputa como a candidata mais votada do PT no estado e ficou na 15ª posição entre todos os concorrentes à Câmara dos Deputados.
A votação coloca Luna entre os nomes de maior desempenho da esquerda paulista na eleição para a Câmara. São Paulo elege 70 deputados federais, e a petista ficou à frente de nomes com mandato e projeção nacional dentro e fora de seu partido. Resultado amplia sua projeção na esquerda paulista.
Luna Zarattini é a deputada federal mais votada do PT em São Paulo
Com 100% das urnas apuradas, Luna obteve 233.733 votos, equivalentes a 0,99% dos votos válidos para deputado federal no estado. Dentro do PT, ficou à frente de Alencar Santana, Jilmar Tatto, Thiago dos Reis, Arlindo Chinaglia, Carlos Zarattini, Edinho Silva, Nilto Tatto, Kiko Celeguim, Juliana Cardoso e João Paulo Cunha, entre outros nomes da chapa.
O resultado também representa um novo salto eleitoral para a vereadora. Em 2020, na primeira disputa para a Câmara Municipal de São Paulo, Luna recebeu 17.296 votos e ficou como suplente. Ela assumiu uma cadeira em março de 2023, após a eleição de Reis (PT) para deputado estadual.
Na eleição municipal de 2024, já no exercício do mandato, Luna foi reeleita vereadora com 100.921 votos. Ela terminou como a sétima candidata mais votada da cidade de São Paulo e foi a petista com melhor desempenho na disputa proporcional da capital. O resultado ampliou sua projeção política estadual.
Da Câmara Municipal ao Congresso
Formada em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP) e em Direito, Luna construiu parte de sua trajetória política no movimento estudantil. Foi coordenadora do DCE da USP, diretora da União Nacional dos Estudantes (UNE) e também atuou como conselheira participativa municipal durante a gestão de Fernando Haddad na Prefeitura de São Paulo.
Na Câmara Municipal de São Paulo, presidiu a Comissão Extraordinária de Direitos Humanos e Cidadania e integrou comissões como Constituição e Justiça e Educação. Entre as pautas associadas ao mandato estão moradia, população em situação de rua, educação pública, combate às privatizações e fiscalização dos serviços municipais.
A Fórum acompanhou alguns dos embates políticos protagonizados pela vereadora. Em julho, Luna divulgou um vídeo antigo de Lucas Pavanato em que o atual aliado de Jair Bolsonaro chamava a condução da pandemia pelo ex-presidente de “cruel” e “irresponsável”.
Luna também carrega um sobrenome ligado à história do PT e à resistência à ditadura militar. Ela é neta de Ricardo Zarattini, ex-deputado federal e militante político que foi preso, torturado e exilado durante o regime militar, e sobrinha do deputado federal Carlos Zarattini.
Renovação da bancada petista
A candidatura a deputada federal foi apresentada por Luna como uma tentativa de levar para Brasília a atuação que vinha desenvolvendo na Câmara paulistana. Durante a campanha, ela teve entre os eixos a defesa da educação pública, das políticas para as periferias e o enfrentamento ao bolsonarismo.
Com a eleição, Luna deixa a Câmara Municipal antes do fim do mandato conquistado em 2024 e assume uma das cadeiras de São Paulo na Câmara dos Deputados a partir de fevereiro de 2027.
A votação de 233.733 votos fez de Luna a principal candidata do PT paulista em número de votos para a Câmara nesta eleição. Além dela, o partido elegeu nomes como Alencar Santana, Jilmar Tatto, Thiago dos Reis, Arlindo Chinaglia, Carlos Zarattini, Edinho Silva, Nilto Tatto, Kiko Celeguim, Juliana Cardoso e João Paulo Cunha.
Luna Zarattini é eleita deputada federal por São Paulo
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