Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, além de políticos e eleitores que propagam discurso de ódio e violência, também estão pessoas acusadas de estupro e condenados por assassinatos. Desse modo, Flávio segue a mesma linha do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) preso por tentativa de golpe de Estado e que recebeu apoio de criminosos como o goleiro Bruno, condenado a 22 anos de prisão por homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado de Eliza Samudio.
Agora, nas eleições de 2026, estão entre os apoiadores de Flávio: Cristian Cravinhos, condenado pelo assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen, pais de Suzane von Richthofen, Daniel Alves, que chegou a ser preso por estupro, além do seu próprio, Alfredo Gaspar, acusado de estupro de vulnerável. Veja a lista abaixo.
Cristian Cravinhos
Condenado pelo assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen, pais de Suzane von Richthofen, Cristian recebeu pena de 38 anos e 6 meses de prisão. Em agosto de 2026, publicou vídeos nas redes sociais declarando que votaria em Flávio Bolsonaro. Em uma das gravações, afirmou: “Eu voto 22”, referindo-se ao número eleitoral de Flávio, e justificou o apoio com argumentos relacionados à segurança, educação e saúde.
Daniel Alves
Daniel Alves foi condenado em 2024, na Espanha, a quatro anos e meio de prisão por agressão sexual, em processo relativo a uma mulher que afirmou ter sido abusada em uma boate de Barcelona. Posteriormente, uma instância superior da Justiça catalã o absolveu por insuficiência de provas.
Em 5 de outubro de 2026, o jogador publicou um vídeo nas redes sociais declarando apoio ao candidato. Ele afirmou que o “Espírito Santo” teria “soprado” o nome e o número de Bolsonaro e pediu que os apoiadores se unissem em torno de Flávio.
Alfredo Gaspar (vice de Flávio Bolsonaro)
Em março de 2026, o deputado Lindbergh Farias e a senadora Soraya Thronicke apresentaram uma notícia-crime acusando Gaspar de estupro de vulnerável, envolvendo supostamente uma adolescente de 13 anos. Gaspar nega a acusação e afirma que o episódio diz respeito a seu primo, não a ele. O caso chegou ao STF e está sob relatoria do ministro Gilmar Mendes.
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Ex-goleiro Bruno
Condenado pela morte e ocultação do cadáver de Eliza Samudio, Bruno apareceu em registros públicos declarando apoio a Jair Bolsonaro em 2022 e afirmando que votaria no então candidato. Em um vídeo, ele afirmou que recebeu convites de partidos políticos e declarou: “Não tem como não ser de direita”.
Guilherme de Pádua
Outro nome de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro foi o do ex-ator Guilherme de Pádua, condenado pelo assassinato da atriz Daniella Perez, em 1992.
Pádua, que posteriormente se tornou pastor, publicou vídeos nas redes sociais nos quais manifestava apoio a Bolsonaro e defendia pautas do ex-presidente em 2022. Ele morreu em novembro daquele ano, pouco depois das eleições.
Flordelis
A ex-deputada federal Flordelis dos Santos de Souza, condenada pela participação no assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, também deu apoio a Bolsonaro antes e durante sua trajetória política.
Robinho
Em 2022, o ex-jogador Robinho, condenado 9 anos de prisão pela Justiça da Itália por estupro coletivo, foi às redes sociais declarar apoio a Jair Bolsonaro (PL). Em sua conta no Instagram, ele postou uma foto sua com a camisa da seleção na qual faz o número dois com as duas mãos. Na legenda, colocou “22” e uma bandeira do Brasil.
Dr. Jairinho
Outro nome de apoio aos Bolsonaro é o de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, ex-vereador do Rio de Janeiro acusado de matar o enteado Henry Borel, de quatro anos. Em 2020, durante live com o ex-prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella, Dr. Jairinho afirmou: “Queria pedir que Deus abençoe nosso presidente, Jair Bolsonaro. Está do nosso lado, né?”.
Apesar de não ter declarado apoio público a Flávio neste ano, há registro de aproximação entre o candidato e a família de Dr. Jairinho. Em 2021, circulou pelas redes um vídeo em que o pai de Dr. Jairinho, Coronel Jairo, declara apoio a Flávio ao cargo de senador. No vídeo, Coronel Jairo diz: “Este é o meu candidato a senador, Flávio Bolsonaro. Pessoal de Itaguai, vamos votar”.
Coronel Jairo chegou a ser preso, em 2018, na operação Furna da Onça, que investigava um esquema de ‘mensalinho’ da Alerj. De acordo com a denúncia, um grupo de parlamentares recebia mensalmente uma quantia do grupo político de Sérgio Cabral em troca de apoio parlamentar.
Segundo o Ministério Público Federal, o esquema movimentou R$ 54 milhões em pagamentos para que deputados votassem com o governo na Alerj.
Além disso, Coronel Jairo foi um dos parlamentares investigados na CPI das milícias em 2008, que pediu o indiciamento de mais de 200 pessoas acusadas de envolvimento com as milícias do Rio – entre PMs, militares do exército e policiais civis.
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Esses apoios aos candidatos da família Bolsonaro foram reunidos em um vídeo de campanha do Partido dos Trabalhadores (PT), que questionava: “Afinal, assassino vota em quem?”. Veja.
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De acusados de estupro a assassinos, Flávio Bolsonaro reúne apoios controversos
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