Plano de Flávio ignora empregos e vende “ilusão” ao mercado, diz Durigan

Plano de Flávio ignora empregos e vende “ilusão” ao mercado, diz Durigan
Segundo ministro da Fazenda, Dario Durigan, pelo menos 27 sites de apostas de mercado preditivo já foram tiradas do ar...

Dario Durigan afirmou que o ajuste fiscal defendido por Flávio Bolsonaro desconsidera os efeitos sobre o emprego e o crescimento e oferece ao mercado uma “ilusão vazia”. Em entrevista à CNN Brasil nesta quinta-feira (8), o ministro da Fazenda comparou a proposta do candidato do PL ao modelo de Javier Milei, na Argentina. As informações são da Reuters.
Responsável pela elaboração do programa econômico da campanha de Lula, Durigan disse que retirar R$ 200 bilhões do Orçamento, sem explicar como, comprometeria a execução de políticas públicas. Para ele, a preocupação com a dívida não pode excluir a atividade econômica, o comércio exterior e os projetos estratégicos.
A discussão ocorre após a Folha de S.Paulo informar que a equipe de Flávio estuda mudanças na correção de benefícios previdenciários, do BPC e das despesas obrigatórias de saúde e educação. Segundo a reportagem, a intenção seria economizar R$ 250 bilhões. O senador e seus assessores negaram essas medidas, embora defendam um ajuste fiscal rigoroso.
Durigan afirmou que um novo mandato de Lula buscaria superávits primários crescentes e poderia acelerar o ajuste das contas. Também sustentou que o atual governo estabilizou os resultados fiscais e atribuiu o aumento da dívida aos juros elevados. Na sua avaliação, a gestão de Jair Bolsonaro não corrigiu o rumo fiscal.
Outro ponto de divergência é a reforma tributária. O ministro classificou como retrocesso a intenção da campanha de Flávio de alterar o sistema, que, segundo ele, deve melhorar a eficiência e a produtividade.
Mais cedo, Flávio havia dito que sua equipe avalia retirar o split payment, mecanismo que transfere automaticamente os tributos ao governo no momento da compra, em vez de deixar o recolhimento para depois.
O candidato argumentou que a medida prejudicaria o caixa das empresas e provocaria uma “quebradeira generalizada”.

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