Assustado com as manifestações de Lula, Flávio reage com o “bloquinho do Nikolas”

Assustado com as manifestações de Lula, Flávio reage com o “bloquinho do Nikolas”
O deputado Nikolas Ferreira - Nikolas Ferreira/Foto: Marina Uezima / Brazil Photo Press via AFP

Espantado com as mobilizações de rua de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL) tenta reagir com manifestações lideradas pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Batizada de “Bloquinho do Nikolas”, a estratégia reúne carreatas, passeatas e discursos em cidades mineiras, com forte exploração das redes sociais.
Integrantes da equipe do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro reconhecem que as manifestações pró-Lula impressionam, sobretudo pelas imagens da Avenida Paulista, no domingo (11), e as dos atos em Copacabana, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (12).
Disputa aberta
A iniciativa funciona como uma frente de mobilização da campanha de Flávio, que chegou ao segundo turno após terminar a primeira etapa da eleição com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, segundo os números apresentados no balanço eleitoral. A diferença estreita entre os candidatos mantém a disputa aberta e aumenta a importância das ações de campanha para conquistar novos eleitores.
O formato do “bloquinho” aposta em eventos de rua com características de cortejo popular, uso de carros de som e discursos para apoiadores. Minas Gerais concentra parte importante das atividades, com passagens por municípios como Governador Valadares, Teófilo Otoni e Montes Claros.
Nikolas leva a campanha para as redes
A participação de Nikolas Ferreira é central para a estratégia. Com grande presença nas plataformas digitais, o deputado funciona como elo entre os eventos presenciais e o público que acompanha a campanha pela internet, especialmente os eleitores jovens e os segmentos identificados com a direita.
Com o segundo turno em andamento, o “Bloquinho do Nikolas” se apresenta como uma das apostas do grupo bolsonarista para rivalizar com as enormes manifestações em apoio a Lula. A grande diferença, no entanto, é que as manifestações petistas têm ocorrido espontaneamente, muitas delas sem a participação de lideranças. Em Copacabana nesta segunda-feira (12), por exemplo, nem o próprio Lula estava presente.

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