Condenado pela Justiça, Eduardo afirma que não vai cumprir pena no Brasil

Condenado pela Justiça, Eduardo afirma que não vai cumprir pena no Brasil
- Eduardo Bolsonaro em entrevista em Brasília (Lula Marques/ Agência Brasil)

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (14), em Washington, que não pretende retornar ao Brasil para cumprir a pena de quatro anos e dois meses de prisão imposta pelo Supremo Tribunal Federal. “Eu não vou puxar uma cadeia sendo inocente, não”, declarou durante um evento nos Estados Unidos.
Eduardo vive no país desde 2025. Na semana passada, Alexandre de Moraes determinou o início do cumprimento da pena e o cancelamento de seus passaportes. A condenação ocorreu por coação no curso do processo, em razão de sua atuação nos Estados Unidos contra o Judiciário brasileiro.
Durante a conversa com jornalistas, o ex-deputado voltou a atacar Moraes e afirmou que a permanência do ministro no STF seria um problema para um eventual governo de Flávio Bolsonaro. Eduardo disse que seria necessário retirar o magistrado da Corte e afirmou não enxergar como o irmão governaria com Moraes no Supremo.
A declaração foi dada durante uma cerimônia em Washington que reuniu nomes da direita americana e brasileira, além do presidente argentino Javier Milei. O ingresso mais barato para o evento custava US$ 3 mil.
Eduardo também comentou a eleição presidencial e afirmou que “não tem nada ganho” para Flávio. Segundo ele, pesquisas podem indicar tendências, mas não definem o resultado, e a campanha do irmão busca aumentar a mobilização de apoiadores nas redes.
O ex-deputado disse ainda que pretende conversar com Milei durante o evento e afirmou que uma eventual vitória de Flávio poderia facilitar a aproximação entre Brasil e Argentina. Também negou ter solicitado a Donald Trump apoio público à candidatura do irmão.
A condenação de Eduardo já havia produzido outros efeitos políticos. Em julho, ele desistiu de tentar uma vaga de suplente ao Senado por São Paulo após avaliar o risco de impugnação decorrente de sua inelegibilidade.

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