A Justiça de São Paulo decretou a prisão do historiador e comentarista político Marco Antonio Villa, de 71 anos, por não pagamento de pensão alimentícia que soma R$ 570.358,61. O mandado foi expedido em 8 de outubro pelo juiz Eduardo Palma Pellegrinelli, da 12ª Vara da Família e das Sucessões do Foro Central Cível do TJSP. A Polícia Civil realizou buscas em dois endereços, mas não o encontrou. Villa é considerado foragido. A informação foi divulgada pelo SBT Brasil e confirmada pelo UOL.
Prisão decretada e condição de foragido
A dívida de pensão alimentícia de Villa foi atualizada em 30 de setembro e chegou a R$ 570.358,61. O mandado de prisão, expedido em 8 de outubro, tem validade de 30 dias, com possibilidade de prorrogação por igual período. Segundo fontes da Polícia Civil, agentes realizaram buscas em dois endereços na última quarta-feira (14), mas o comentarista não foi localizado em nenhum deles. Diante disso, Villa passou a ser considerado foragido pela Justiça.
A prisão civil por inadimplência de pensão alimentícia é uma medida coercitiva prevista na legislação brasileira. Seu objetivo é forçar o devedor a cumprir a obrigação, e o cumprimento da pena não extingue a dívida, que permanece em aberto.
Detalhes da dívida e do mandado
A decisão foi assinada pelo magistrado Eduardo Palma Pellegrinelli, da 12ª Vara da Família e das Sucessões do Foro Central Cível do TJSP. O processo tramita sob segredo de justiça. O beneficiário da pensão é o filho de Villa, de 45 anos, que é Pessoa com Deficiência (PCD). À SBT News, a mãe do rapaz declarou que espera por justiça há anos.
O mandado autoriza que policiais entrem na residência de Villa para cumprir a ordem de prisão, inclusive mediante arrombamento de portas, portões e fechaduras, com auxílio de chaveiro, se necessário. O magistrado determinou que um oficial de justiça ou autoridade policial competente prenda e recolha o historiador em unidade prisional caso ele seja encontrado.
Contraste patrimonial e carreira
Candidato a deputado federal pelo MDB nas eleições de 2026, Villa declarou à Justiça Eleitoral não possuir nenhum bem. A declaração contrasta com os dados de quatro anos antes: em 2022, quando disputou uma vaga na Câmara pelo Cidadania, o comentarista informou patrimônio de R$ 1.311.757,40, incluindo uma casa em Peruíbe avaliada em R$ 150 mil, outra residência estimada em R$ 500 mil e um apartamento no Jardim Paulista, em São Paulo. Os dados constam do sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do TSE, que não esclarece o motivo da diferença entre as duas declarações. Em 2026, Villa obteve 31.579 votos e foi eleito suplente; sua campanha arrecadou R$ 8.621 em doações.
Marco Antonio Villa é historiador, escritor e comentarista político. Nascido em 1955 em São José do Rio Preto, no interior paulista, concluiu mestrado em Sociologia e doutorado em História Social pela USP. Tornou-se conhecido por análises políticas em veículos como TV Cultura e Jovem Pan. Em 6 de outubro, dois dias antes da expedição do mandado de prisão, publicou no Instagram agradecimento pelos votos recebidos e afirmou que “a defesa da democracia é um valor permanente”. A reportagem tentou contato com Villa para pedido de posicionamento, mas não obteve retorno.
Justiça decreta prisão de Marco Antonio Villa; comentarista político é considerado foragido
💬 Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar!