Novo sofre derrota no TSE e não consegue barrar atos de artistas pró-Lula

Novo sofre derrota no TSE e não consegue barrar atos de artistas pró-Lula
- Tribunal Superior Eleitoral - Foto: Roberto Jayme/STF

O Partido Novo não conseguiu impedir as manifestações organizadas pelo movimento Brasil nas Ruas para este domingo (18). O Tribunal Superior Eleitoral rejeitou o pedido de suspensão dos atos com participação de artistas, apresentados pelos organizadores como mobilizações em defesa da democracia e associados ao apoio à reeleição de Lula.
A decisão foi tomada pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que considerou insuficientes as provas apresentadas pela legenda para caracterizar os eventos como propaganda eleitoral irregular.
O Novo sustentava que as manifestações poderiam funcionar como showmícios disfarçados, com apresentações musicais e estruturas financiadas por empresas para beneficiar a candidatura petista.
O partido queria suspender todos os atos ou, alternativamente, impedir as apresentações artísticas previstas para Copacabana, no Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre.
Cueva não acolheu os argumentos. O ministro destacou que a manifestação pública de preferência política por artistas não configura, por si só, uma infração eleitoral.
A legislação proíbe a realização de shows destinados a promover candidatos em comícios, mas não estabelece uma proibição geral à participação de artistas em manifestações políticas.
Outro ponto considerado foi a ausência de elementos que vinculassem a organização dos atos à estrutura oficial da campanha de Lula.
Segundo o magistrado, a proximidade de posições políticas entre movimentos da sociedade civil e candidatos não basta para comprovar relações financeiras ou organizacionais.
A produtora UNS Produções Artísticas, responsável pelos eventos, informou à Justiça que a iniciativa surgiu do coletivo 342 Artes e tem como objetivo a defesa da democracia.
A organização também afirmou que os participantes deverão respeitar regras destinadas a impedir propaganda eleitoral explícita, incluindo pedidos de voto, números de candidatos, slogans e jingles de campanha.
O ministro considerou essas informações relevantes, mas ressaltou que a decisão não representa autorização antecipada para qualquer conduta durante os eventos.
A Justiça Eleitoral poderá investigar possíveis irregularidades caso ocorram apresentações que contrariem a legislação.
Com a negativa do pedido do Novo, as manifestações previstas para este domingo permanecem mantidas.

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