Lula foi único presidente a deixar superávit primário nos 8 anos de governo; veja indicadores que bateram recorde

Lula foi único presidente a deixar superávit primário nos 8 anos de governo; veja indicadores que bateram recorde
O presidente Luiz Inacio Lula da Silva - Foto: Ricardo Stuckert

Durante o debate entre os presidenciáveis realizado neste domingo (18) na Band, o presidente Lula relembrou um dado que já havia sido enfatizado durante a sabatina realizada na Globo na última quinta-feira, 15 de outubro: foi o único presidente a registrar superávit primário nos oito anos de seus primeiros mandatos, de maneira consecutiva, com médias em torno de 2,5% a 3,0% do PIB.
 A série histórica do Tesouro Nacional entre 2003 e 2010 mostra que as receitas não financeiras superaram as despesas dessa natureza ao longo de todo o período, inclusive em 2009, quando a economia brasileira enfrentou os efeitos da crise financeira internacional.
O desempenho foi diferente do observado nos demais períodos da história econômica recente do Brasil.
O superávit primário é a diferença entre as receitas e as despesas primárias de um governo, sem incluir o pagamento de juros da dívida pública. Quando as receitas superam essas despesas, há superávit primário.
O indicador avalia a capacidade do setor público de financiar suas atividades e contribuir para o pagamento dos encargos da dívida com os recursos arrecadados, além de servir como referência para a política fiscal, para as metas estabelecidas pelo governo e para as expectativas dos agentes econômicos sobre a trajetória das contas públicas.
Os dados históricos do Governo Central mostram superávits primários anuais durante os dois primeiros mandatos de Lula, iniciados em janeiro de 2003 e encerrados em dezembro de 2010. Em valores nominais, o resultado primário passou de aproximadamente R$ 38,7 bilhões em 2003 para R$ 78,7 bilhões em 2010.

 

Ano
Resultado primário do Governo Central

2003
R$ 38,7 bilhões

2004
R$ 52,4 bilhões

2005
R$ 55,7 bilhões

2006
R$ 51,4 bilhões

2007
R$ 59,4 bilhões

2008
R$ 71,3 bilhões

2009
R$ 42,4 bilhões

2010
R$ 78,7 bilhões

Fonte: Série histórica do Banco Central do Brasil. Valores nominais arredondados.
Já em setembro de 2026, segundo os números informados pelo governo, a balança comercial registrou superávit de US$ 7,7 bilhões, com US$ 62,4 bilhões acumulados nos nove primeiros meses do ano.
A projeção oficial para o saldo comercial de 2026 é de US$ 84,4 bilhões.
Recordes históricos do governo Lula na economia batem 43 indicadores
No governo Lula 3, Lula bateu recordes em 43 indicadores econômicos e sociais.
Entre eles estão a redução do desemprego à mínima da série histórica em dezembro de 2025, quando atingiu 5,1%, e os recordes da massa salarial e dos rendimentos do trabalho, que alcançaram o valor inédito de R$ 332,7 bilhões, impulsionados pelo ganho real do salário mínimo e por uma alta real acumulada de 12,7%.
O crescimento recorde do PIB fez, além disso, com que o Brasil voltasse ao ranking das dez maiores economias do mundo.
O consumo das famílias também bateu recorde e ficou 9,3% acima do pico registrado antes de 2023.
O agronegócio e a produção energética foram outras áreas recordistas: na agricultura, a safra de grãos projetada para o ciclo 2025/2026 atingiu a estimativa recorde de 361,7 milhões de toneladas, 30% acima do recorde anterior; na energia, a produção de petróleo alcançou a máxima histórica de 4,6 milhões de barris por dia em agosto de 2026.
O Brasil reduziu a taxa de subnutrição para 2,5% e voltou a sair do Mapa da Fome da FAO no período entre 2024 e 2025.
A taxa de pobreza caiu para a mínima histórica, entre 23,1% e 27,4%, conforme a métrica aplicada, o que significou a saída de cerca de 8,6 milhões de pessoas da linha da pobreza e a redução da extrema pobreza a patamares inéditos, entre 3,5% e 4,4%.
O índice Ibovespa acumulou uma valorização expressiva de 69,8% entre 2023 e setembro de 2026 e bateu recordes nominais de pontuação.
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