Após pedido de Flávio Bolsonaro, Nunes Marques dá 24 horas para Meta explicar funcionamento do Exército do Lula

Após pedido de Flávio Bolsonaro, Nunes Marques dá 24 horas para Meta explicar funcionamento do Exército do Lula
Exercito do Lula é censurado. - Foto Reprodução/ Redes Sociais Andre Janones

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinou que a Meta apresente, no prazo de 24 horas, um relatório técnico detalhado sobre o funcionamento do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. A decisão atende a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que questiona o cumprimento das regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral para as plataformas digitais.
A determinação ocorre no mesmo dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a integrar o canal, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), e enviou um vídeo em formato de selfie aos participantes.
O “Exército do Lula” já havia sido alvo de decisões de suspensão e restabelecimento no TSE, em meio a questionamentos sobre seu funcionamento durante a campanha presidencial.
Nunes Marques cobra explicações da Meta sobre o Exército do Lula
Na decisão, Nunes Marques exige que a Meta esclareça se o canal cumpre o plano de conformidade firmado com o TSE, que prevê medidas para prevenir práticas capazes de comprometer a integridade do processo eleitoral.
A empresa deverá apresentar informações sobre o funcionamento da ferramenta, a circulação de mensagens e a possível existência de atividades coordenadas entre diferentes contas e plataformas.
O ministro também quer saber quais mecanismos são utilizados para identificar comportamentos potencialmente irregulares e diferenciá-los de ações legítimas de mobilização política.
O que a Meta terá de esclarecer ao TSE
O relatório solicitado por Nunes Marques deverá abordar diferentes aspectos técnicos do funcionamento do “Exército do Lula”.
Entre os pontos que precisam ser analisados estão:

Possível sincronização de atividades e atuação coordenada entre contas, canais e plataformas;
Replicação de mensagens e padrões de compartilhamento de conteúdo;
Alcance, engajamento e eventual amplificação artificial das publicações;
Circulação de mensagens encaminhadas, excluídas ou modificadas;
Existência de publicidade paga, impulsionamento ou distribuição patrocinada;
Critérios utilizados para distinguir mobilização política legítima de comportamento coordenado potencialmente irregular.

O Google também foi acionado para fornecer informações sobre possíveis padrões de amplificação coordenada de termos e hashtags em seus serviços, incluindo buscas em alta e sugestões de pesquisa.
A solicitação abrange um período específico de outubro, cuja referência temporal ainda precisa ser confirmada.
Ministro diz que investigação não mira conteúdo político
Na decisão, Nunes Marques ressaltou que a análise não tem como objetivo avaliar o posicionamento político das mensagens publicadas no canal.
Segundo o ministro, o foco é “o confronto entre as providências formalmente informadas à Justiça Eleitoral e o funcionamento do mecanismo questionado”.
 

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