Dois jovens do PT e do PSOL serão suplentes de Marina e Tebet

Dois jovens do PT e do PSOL serão suplentes de Marina e Tebet
- Djalma Nery/Foto: Instagram

A corrida pelas duas vagas ao Senado Federal em São Paulo ganhou um novo capítulo estratégico. Em uma articulação de olho na Esplanada dos Ministérios, o vereador Djalma Nery (PSOL), de São Carlos (SP), foi oficializado como o primeiro suplente na chapa da ex-ministra Marina Silva (Rede).
A indicação carrega forte peso político. Nos bastidores de Brasília e do estado, são consideradas elevadas as chances de Marina ser convidada a reassumir um ministério caso a chapa presidencial encabeçada por Luiz Inácio Lula da Silva saia vitoriosa. Se o cenário se confirmar e Marina for eleita, Nery assumirá a cadeira de senador de forma definitiva ou temporária no Congresso Nacional.
Quem é Djalma Nery
Cientista social e expoente da ala majoritária do PSOL paulista, Djalma Nery consolidou sua liderança no interior do estado ao se consagrar como o vereador mais votado de São Carlos consecutivamente nas eleições de 2020 e 2024. No parlamento municipal, ele construiu sua trajetória com foco na pauta socioambiental, principal elo programático que viabilizou sua escolha para a chapa da Rede Sustentabilidade.
Dobradinha Feminina e Desenho das Suplências
Marina Silva disputará o pleito em dobradinha com a também ex-ministra Simone Tebet (PSB). As duas candidaturas dividem o teto da mesma aliança majoritária paulista.
O desenho das suplências seguiu um critério minucioso de equilíbrio de forças entre os partidos que dão sustentação ao bloco de esquerda e centro-esquerda no estado:

Chapa Marina Silva (Rede): Terá o vereador Djalma Nery (PSOL) como primeiro suplente, contemplando a federação PSOL-Rede.
Chapa Simone Tebet (PSB): Terá como primeiro suplente Laio Morais (PT), ex-chefe de gabinete do ex-ministro Fernando Haddad no Ministério da Fazenda.

Impacto no Cenário Estadual
A definição encerra uma série de disputas internas por espaço na chapa, que apoia a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao Governo de São Paulo, tendo Márcio França (PSB) na vaga de vice.
Com o avanço do bolsonarismo nas pesquisas para o Senado paulista, a escolha de um nome com forte recall de votos no interior do estado e alinhado à pauta verde é vista por analistas como um movimento crucial para expandir a votação da chapa fora da região metropolitana da capital.

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