Flávio não entregou autorizações para abrir sigilos, afirma senador

Flávio não entregou autorizações para abrir sigilos, afirma senador
Flávio

A campanha de Lula (PT) acusou Flávio Bolsonaro (PL) de descumprir o acordo para tornar públicos seus sigilos bancários, fiscais e telefônicos, firmado na quinta-feira (22) entre os dois candidatos à Presidência. Segundo o senador Camilo Santana (PT-CE), o adversário apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um documento que condiciona a divulgação dos dados a uma decisão judicial, apesar do compromisso de abertura voluntária.
A denúncia foi feita nesta sexta-feira (23), durante entrevista coletiva da campanha petista, em Brasília. Camilo afirmou que a equipe de Flávio deixou de apresentar as autorizações necessárias e questionou a ausência de informações envolvendo o advogado Willer Tomaz, amigo do candidato do PL.
“O candidato Flávio fugiu do compromisso de abrir todos os sigilos, inclusive do Willer Tomaz”, declarou o senador.
A inclusão de dados relacionados ao advogado havia sido um dos principais pontos de divergência nas negociações. Tomaz é investigado pela Polícia Federal e aparece em apurações sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o candidato bolsonarista.
Na quinta-feira, as duas campanhas anunciaram um entendimento para a divulgação simultânea de informações dos candidatos, familiares e empresas. Lula assinou pessoalmente o acordo, enquanto Flávio foi representado por sua advogada, Maria Claudia Bucchianeri, por procuração.
Segundo Camilo, a campanha petista apresentou as autorizações exigidas pelo adversário, incluindo informações sobre voos da Força Aérea Brasileira (FAB) e gastos com o cartão corporativo da Presidência.
A equipe de Flávio, porém, teria entregue apenas documentos que dependem de uma determinação da Justiça para produzir efeitos.
O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, também criticou a documentação apresentada pelo PL. Em publicação nas redes sociais, classificou o procedimento como uma “farsa” e afirmou que o adversário não autorizou efetivamente a abertura dos sigilos.
O impasse ocorre depois de o ministro André Mendonça, relator do caso no TSE, esclarecer que os candidatos podem divulgar voluntariamente seus próprios dados, sem autorização judicial.
A defesa de Lula apresentou uma nova petição ao tribunal e avalia recorrer ao plenário para discutir o cumprimento do compromisso.
A campanha de Flávio Bolsonaro ainda não havia apresentou resposta às acusações até a publicação da reportagem

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