Quem investiu mais em infraestrutura: Lula ou Bolsonaro?

Quem investiu mais em infraestrutura: Lula ou Bolsonaro?
- Lula durante Cerimônia de Divulgação dos Resultados do Novo PAC Seleções para Saúde, Educação e...

O governo Lula foi o que mais investiu em infraestrutura no Brasil, lembrou o presidente durante o debate realizado na Globo nesta sexta-feira (23), contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo levantamento publicado pelo UOL em outubro de 2026, com base em dados da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), os investimentos públicos e privados em infraestrutura totalizaram R$ 714,2 bilhões durante o governo Bolsonaro, entre 2019 e 2022, em valores corrigidos pela inflação.
Já durante o governo Lula 3, no período que vai de 2023 a 2026, a estimativa chega a cerca R$ 1,1 trilhão, incluindo R$ 300 bilhões projetados para este ano. A diferença representa um aumento de cerca de 52,2% entre os dois períodos.
Quanto cada governo investiu em infraestrutura?
Os dados levantados pela Abdib mostram que o volume de recursos privados destinados à infraestrutura também cresceu durante o terceiro mandato de Lula. Entre 2019 e 2022, os aportes privados somaram R$ 556,7 bilhões, equivalentes a 77,9% do investimento total no período. Nos três primeiros anos do governo Lula, de 2023 a 2025, o montante chegou a R$ 618 bilhões, superando em aproximadamente 11% o total registrado nos quatro anos da gestão Bolsonaro.
Com a inclusão da projeção para 2026, os investimentos privados no período de 2023 a 2026 podem atingir R$ 854 bilhões, ou 78,6% do volume total estimado para o setor.
O que mudou na política de infraestrutura?
Durante o governo Bolsonaro, a estratégia federal deu destaque ao Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), que busca ampliar a participação da iniciativa privada em projetos de infraestrutura por meio de concessões, privatizações e parcerias público-privadas. O modelo permite transferir à iniciativa privada a execução de obras e a operação de serviços, conforme as condições previstas nos contratos, enquanto o Estado mantém funções de planejamento, regulação e fiscalização.
A gestão Lula manteve as concessões e o PPI, mas acrescentou uma política de maior coordenação dos investimentos públicos e privados por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), lançado em agosto de 2023. O programa reúne projetos de transportes, energia, saneamento, habitação, mobilidade urbana e infraestrutura social, entre outras áreas.
O Decreto nº 11.632, de 11 de agosto de 2023, instituiu formalmente o Novo PAC e estabeleceu como objetivos ampliar os investimentos no país, estimular a participação privada e integrar os recursos públicos e privados para expandir e qualificar a infraestrutura nacional.
Novo PAC prevê R$ 1,3 trilhão até 2026
De acordo com o painel de transparência da Casa Civil, o Novo PAC prevê R$ 1,3 trilhão em investimentos para o período de 2023 a 2026, dentro de uma carteira total de R$ 1,9 trilhão que também inclui recursos previstos para depois de 2026.
A carteira total do programa soma R$ 1,9 trilhão e reúne projetos de infraestrutura em áreas como transporte, energia, saneamento, habitação, saúde e educação.
 

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