Lula denuncia ataques bolsonaristas após votar e faz alerta sobre o que está em jogo no Brasil

Lula denuncia ataques bolsonaristas após votar e faz alerta sobre o que está em jogo no Brasil
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) denunciou, neste domingo (25), após votar em São Bernardo do Campo (SP), a escalada da violência política na reta final das eleições presidenciais. Em declaração à imprensa, Lula responsabilizou bolsonaristas por ataques contra seus apoiadores e destacou que a disputa eleitoral envolve não apenas projetos políticos distintos, mas também o respeito à democracia e à convivência entre brasileiros que pensam de maneira diferente.
“A contrapartida disso é a violência que o outro lado está impondo à nação brasileira”, afirmou o presidente, ao denunciar agressões registradas às vésperas do segundo turno, no qual enfrenta Flávio Bolsonaro (PL).
Lula denuncia ataque contra vereadora do PT
Entre os episódios mencionados por Lula está a agressão à vereadora Iara Pimentel (PT), atingida no rosto por um tijolo durante uma carreata de apoio ao presidente em Montes Claros, no norte de Minas Gerais, na noite de sábado (24). A parlamentar precisou ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao hospital.
“Um grupo de pessoas bolsonaristas que estava bebendo num bar, tacou um tijolo na cara da nossa vereadora, que fraturou o nariz dela”, denunciou Lula.
O presidente também mencionou episódios de violência ocorridos em Mato Grosso do Sul. Em Bonito, um homem morreu durante uma briga em uma carreata bolsonarista. Já em Corumbá, outro homem foi baleado e socorrido com vida. As circunstâncias dos dois casos são investigadas pela Polícia Civil, e as motivações ainda não foram esclarecidas.
Para Lula, esses episódios evidenciam a gravidade do momento político vivido pelo Brasil e a importância da defesa dos valores democráticos.
“A coisa mais sagrada da democracia é a convivência democrática na diversidade”
Ao abordar o significado da eleição, Lula contrapôs a violência política à defesa de um país comprometido com direitos sociais, oportunidades e respeito às diferenças.
“De um lado, aqueles que querem democracia, aqueles que querem educação, aqueles que querem saúde, aqueles que querem crescimento econômico, aqueles que querem emprego de qualidade, aqueles que querem viver com decência, dignidade e respeito, de forma harmônica, respeitando os que pensam diferente, porque a coisa mais sagrada da democracia é a convivência democrática na diversidade.”
O presidente ressaltou que divergências políticas, religiosas ou mesmo esportivas não podem servir de justificativa para agressões e conflitos entre brasileiros.
“Os vizinhos não precisam torcer pelo mesmo time, mas não precisam brigar. Os vizinhos, eles não precisam ter o mesmo candidato, mas também não precisam brigar. Os vizinhos não precisam gostar da mesma religião, mas também não precisam brigar”, declarou.
Lula também recuperou sua trajetória eleitoral para destacar a importância de reconhecer os resultados das urnas, independentemente de vitórias ou derrotas. Citou disputas anteriores contra Geraldo Alckmin, Fernando Henrique Cardoso e José Serra, lembrando que o respeito às regras democráticas sempre deve prevalecer sobre as rivalidades políticas.
“É isso que eu fiz quando disputei com Alckmin. É isso que eu fiz quando disputei com Fernando Henrique Cardoso. É isso que eu fiz quando disputei com Serra. É isso que eu fiz a vida inteira, ganhando ou perdendo, a gente acatava o resultado e ia se preparar para o debate.”
Em sua manifestação neste domingo de eleição, Lula colocou a convivência democrática e o respeito às diferenças no centro de seu pronunciamento, em contraste com a violência política que denunciou.
Assista: 
Metrópoles no X: “ Após votar, Lula denuncia ataques contra apoiadores em diferentes estados https://t.co/lYTiHBZ5MB” / X

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