Ex-BBB e foragido do 8 de janeiro ataca Lula e hostiliza eleitores brasileiros na Polônia

Ex-BBB e foragido do 8 de janeiro ataca Lula e hostiliza eleitores brasileiros na Polônia
- Adriano Castro - Foto: Arquivo Pessoal

Adriano Castro, ex-participante do Big Brother Brasil (BBB), na primeira edição em 2002, e foragido dos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, foi identificado na porta do consulado do Brasil em Varsóvia, na Polônia, hostilizando eleitores do presidente Lula (PT).
Ele filmava as pessoas, as chamava de “idiotas” e “vagabundos” e ameaçava acionar a polícia local contra quem estivesse com o símbolo do PT.
Castro, conhecido como Didi Red Pill, está fora do Brasil após relatar, em suas próprias redes sociais, uma rota de fuga que passou por Paraguai, Colômbia, Costa Rica e Panamá até chegar a países europeus, sem responder à Justiça brasileira.
Castro chegou à porta do consulado brasileiro em Varsóvia não para votar, mas para provocar. “Aqui, só uma minoria de patriota. O resto, tudo petista”, chegou a dizer.
Em outro momento, durante uma troca de ofensas com brasileiros nas ruas de Varsóvia, gritou: “Hoje é o fascista que vai vencer, pode chorar”.
Histórico na Polônia
O episódio não é isolado. No primeiro turno das eleições, duas brasileiras já haviam sido hostilizadas pela extrema direita na Polônia, depois de postarem uma foto na saída da sessão eleitoral na embaixada em Varsóvia. Uma delas usava um broche discreto com a estrela do PT no lado esquerdo do peito.
A imagem circulou nas redes e desencadeou uma ofensiva de xingamentos que foi escalando em contas bolsonaristas brasileiras. A alegação dos agressores era que a estrela vermelha configuraria um “símbolo comunista” proibido pela legislação polonesa.
Porém, o argumento não se sustenta: a exibição de símbolos comunistas não é mais explicitamente proibida na Polônia, desde que não tenha o objetivo de atacar outro grupo ou disseminar ódio. Além disso, o PT não é um partido comunista.
O caso ganhou nova dimensão quando o eurodeputado Dominik Tarczyński encampou a ofensiva. Em suas páginas nas redes sociais, ele fez uma convocação direta a radicais poloneses para que o ajudassem a localizar as brasileiras para que ambas fossem deportadas da Polônia, alegando que carregavam um símbolo comunista.

Ver mais

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!