Abstenção cai no exterior e Lula avança em parcial de 171 urnas

Abstenção cai no exterior e Lula avança em parcial de 171 urnas
Lula e Flávio Bolsonaro — abstenção cai no exterior no segundo turno - Foto: Tuane Fernandes / NurPhoto via AFP

Os primeiros resultados do segundo turno das eleições presidenciais deste domingo (25) mostram redução da abstenção na China continental, aumento do comparecimento na Nova Zelândia e avanço proporcional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diante de Flávio Bolsonaro (PL) em um levantamento de 171 urnas já apuradas no exterior.
Na parcial das 10h29, Lula passou de 28,6% para 31,2% dos votos atribuídos aos dois finalistas na comparação com as mesmas seções do primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Flávio, por sua vez, recuou de 71,4% para 68,8%. Com isso, a vantagem proporcional do senador caiu de 42,8 para 37,6 pontos percentuais, uma redução de 5,2 pontos.
A comparação considera exclusivamente os votos recebidos por Lula e Flávio, excluindo os demais candidatos da base do primeiro turno.
É importante destacar que Lula venceu a votação no exterior no primeiro turno, com 157.387 votos (47,57%), contra 143.900 (43,49%) de Flávio Bolsonaro. A vantagem do senador na parcial deste domingo reflete a composição das urnas já contabilizadas, com grande peso do Japão, onde o candidato do PL obteve a maioria dos votos.
Abstenção cai 6,6 pontos percentuais na China
Um dos resultados mais expressivos de aumento da participação eleitoral foi registrado na China continental. Nas seções de Pequim, Xangai e Cantão, 532 brasileiros compareceram às urnas no segundo turno, contra 432 no primeiro.
Foram 100 eleitores adicionais, um crescimento de 23,1% no comparecimento. Considerando o eleitorado apto registrado em cada turno, a abstenção recuou de 71,2% para aproximadamente 64,6%, uma queda de 6,6 pontos percentuais.
A votação na China também registrou ampliação da vantagem de Lula em números absolutos. No primeiro turno, o presidente havia recebido 268 votos, contra 98 de Flávio Bolsonaro, uma diferença de 170 votos.
No segundo turno, Lula conquistou 375 votos, enquanto Flávio recebeu 134. A vantagem do petista aumentou para 241 votos, uma ampliação de 71 votos na distância entre os candidatos.
Os números consideram os boletins de urna das três localidades da China continental, sem incluir Hong Kong, que tem apuração separada.
Lula reduz vantagem de Flávio em 5,2 pontos nas 171 urnas
No levantamento das 171 seções eleitorais que já haviam divulgado seus boletins até as 10h29, Flávio Bolsonaro recebeu 33.665 votos, contra 15.297 de Lula.
Embora o senador permaneça numericamente à frente nesse recorte, a comparação com as mesmas urnas do primeiro turno revela uma mudança na distribuição proporcional dos votos entre os dois candidatos.
Flávio passou de 71,4% para 68,8%, enquanto Lula avançou de 28,6% para 31,2%. A distância entre os dois caiu de 42,8 para 37,6 pontos percentuais.
Ao todo, as 171 seções contabilizaram 51.402 comparecimentos entre 119.850 eleitores aptos. A abstenção nesse conjunto foi de aproximadamente 57,1% no segundo turno, com 68.448 ausentes.
O levantamento, porém, não apresenta a taxa de abstenção correspondente ao primeiro turno nessas mesmas 171 seções. Por isso, ainda não é possível determinar se houve redução da abstenção no conjunto analisado, embora o crescimento do comparecimento já esteja documentado em localidades específicas.
Comparecimento cresce na Nova Zelândia e votos aumentam na Austrália
O aumento da participação eleitoral também aparece na Nova Zelândia, um dos primeiros países a concluir a votação, em razão da diferença de fuso horário.
No país, Lula venceu com 418 votos, contra 101 de Flávio Bolsonaro. O comparecimento passou de 339 eleitores no primeiro turno para 526 no segundo, um crescimento de aproximadamente 55%.
Na Austrália, Lula recebeu 6.017 votos, contra 3.465 de Flávio. Os dois candidatos ampliaram suas votações em relação ao primeiro turno, quando haviam conquistado, respectivamente, 4.562 e 2.579 votos.
O crescimento dos votos recebidos pelos dois candidatos mostra uma ampliação de suas votações em números absolutos, mas não permite, isoladamente, calcular a variação da taxa de abstenção na Austrália.
A Revista Fórum acompanha os resultados da votação no exterior, com a divulgação dos boletins de urna de diferentes países ao longo deste domingo.
Resultados ainda não antecipam disputa nacional
Apesar da redução da abstenção na China continental, do aumento do comparecimento na Nova Zelândia e da diminuição da vantagem proporcional de Flávio Bolsonaro no levantamento das 171 urnas, os números representam apenas uma parte do eleitorado brasileiro residente no exterior.
O resultado parcial também é influenciado pela distribuição geográfica das seções já apuradas. Países com eleitorados expressivos, como Portugal e Estados Unidos, ainda não integravam integralmente o levantamento apresentado.
Além disso, o aumento do comparecimento não permite identificar individualmente em quem votaram os eleitores que estavam ausentes no primeiro turno. Da mesma forma, o avanço proporcional de Lula nas 171 urnas não deve ser confundido com uma tendência consolidada para todo o eleitorado no exterior ou para a disputa nacional.
A divulgação oficial da totalização nacional pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está prevista para começar às 17h deste domingo, após o encerramento da votação no Brasil.
Os resultados poderão ser acompanhados pelo portal de resultados da Justiça Eleitoral.

Ver mais

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!