O prefeito de Alfredo Wagner (SC), Gilmar Sani, do PL, foi preso na manhã desta terça-feira (27) durante a Operação Dominus Urbis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
A ação investiga um suposto esquema de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro envolvendo agentes públicos e empresários. Ao todo, 51 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em seis municípios catarinenses, com bloqueio de bens e prisões em flagrante além da detenção do prefeito.
VEJA TAMBÉM:
Os 18 prefeitos presos de Santa Catarina: quem são e de quais partidos
O nome da operação, que em latim significa “Senhor da Cidade”, reflete a suspeita de que o principal investigado exercia forte influência sobre setores da administração municipal e sobre atividades econômicas locais para beneficiar interesses particulares.
O objetivo central da ação é investigar a possível existência de uma organização criminosa dedicada a fraudar licitações, favorecer empresas em contratações públicas, desviar recursos e lavar dinheiro. A operação contou com apoio de setores especializados do Ministério Público e do Batalhão de Aviação da Polícia Militar de Santa Catarina.
Esquema investigado e mandados cumpridos
Segundo as investigações, o suposto esquema teria funcionado de forma coordenada, reunindo agentes públicos, empresários, familiares e pessoas interpostas para favorecer empresas em contratações públicas e ocultar a movimentação de recursos. Os crimes apurados incluem organização criminosa, corrupção, fraude à licitação, peculato, falsidade ideológica, prevaricação e lavagem de dinheiro.
Os 51 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), foram cumpridos em residências, empresas e órgãos públicos nos municípios de Alfredo Wagner, Bocaina do Sul, Palhoça, Blumenau, Xaxim e Ilhota.
A Justiça também determinou a indisponibilidade de mais de R$ 2,7 milhões em bens e valores de pessoas físicas e empresas investigadas, medida que visa garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos. Durante as buscas, agentes apreenderam ainda uma grande quantidade de dinheiro em espécie, que será encaminhado à Polícia Científica para perícia.
Conforme apuração do colunista Ânderson Silva, do site NSC, as prefeituras de Alfredo Wagner e Bocaina do Sul foram alvos diretos de mandados de busca e apreensão. Até o momento, a prefeitura de Alfredo Wagner não se manifestou sobre a prisão de Gilmar Sani.
Já a prefeitura de Bocaina do Sul, comandada por Duduca (PSDB), divulgou nota afirmando que “colaborou integralmente com os trabalhos realizados, disponibilizando prontamente o acesso aos documentos solicitados”, e que continuará colaborando com todas as etapas da investigação.
Além da prisão do prefeito, foram lavrados autos de prisão em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de uso permitido e restrito durante o cumprimento dos mandados. Um dos investigados também foi autuado em flagrante pelo crime de lavagem de capitais. As identidades dos demais presos não foram divulgadas. O processo tramita sob sigilo judicial.
Prefeito do PL é preso em SC por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro
💬 Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar!