Flávio altera carta golpista e troca “presidente eleito” por “líder do Brasil”

Flávio altera carta golpista e troca “presidente eleito” por “líder do Brasil”
- Flávio Bolsonaro - Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) alterou nesta quarta-feira (28) uma carta golpista divulgada após sua fuga para os Estados Unidos, retirando o trecho em que se apresentava como “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Derrotado por Lula (PT) no segundo turno, o parlamentar passou a se definir como “líder do Brasil”, mas manteve as acusações de fraude eleitoral, sem apresentar provas, e anunciou que pretende comandar a oposição brasileira do exterior.
Ao longo do dia, quatro versões da carta golpista circularam nas redes sociais. As duas primeiras foram distribuídas por aliados, entre eles Paulo Figueiredo, e apresentavam Flávio como o verdadeiro vencedor da eleição presidencial.
Um dos arquivos trazia um brasão antigo da República, com a inscrição “Estados Unidos do Brazil”. O símbolo foi substituído na versão seguinte pelo atual, mas a autoproclamação como presidente permaneceu.
Flávio publicou posteriormente o documento em sua conta no X. Pouco depois, fez nova alteração e trocou a referência à Presidência pela expressão “líder do Brasil”.
Acusações de fraude sem provas
Na carta golpista, o senador contesta a vitória de Lula, que recebeu 4,43 milhões de votos a mais no segundo turno de domingo (25).
Flávio atribui a derrota à decisão judicial que ampliou o horário de votação e acusa o Supremo Tribunal Federal (STF) de interferência no processo eleitoral.
A prorrogação, porém, também havia sido solicitada pela campanha do PL. Segundo os dados divulgados, apenas 34 mil votos, equivalentes a 0,03% do total, foram registrados após as 17h.
O senador ainda acusa o governo Lula de abuso de poder político e econômico, sem apresentar provas das irregularidades mencionadas.
Oposição comandada dos EUA
Flávio desembarcou em Miami nesta quarta-feira, após passar pela Argentina e pelo Equador. A viagem ocorreu depois que o ministro Alexandre de Moraes determinou a entrega de seus passaportes em uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro.
No pronunciamento, o parlamentar afirma que deixou o Brasil por temer perseguição política e agradece aos presidentes Donald Trump e Javier Milei pelo acolhimento.
Flávio também anuncia que pretende liderar a oposição a partir dos Estados Unidos e declara apoio a Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência do Senado.
O senador promete novos pronunciamentos e articulações com aliados, mas não informa quando pretende retornar ao Brasil.

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