Cleitinho dispara e lidera disputa pelo governo de MG; Kalil e Patrus Ananais tentam vaga no 2º turno, diz Quaest

Cleitinho dispara e lidera disputa pelo governo de MG; Kalil e Patrus Ananais tentam vaga no 2º turno, diz Quaest
O senador Cleitinho - Foto: Jefferson Rudy/Senado Federal

Pesquisa Quaest encomendada pela Genial Investimentos e divulgada nesta terça-feira (28) mostra o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) liderando com folga a corrida ao governo de Minas Gerais, com 35% das intenções de voto no cenário mais amplo. O levantamento ouviu 1.482 eleitores entre 22 e 26 de julho, com margem de erro de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Apesar do favoritismo nas pesquisas, Cleitinho ainda não foi oficializado como candidato pelo Republicanos, seu partido, o que mantém o cenário eleitoral mineiro em aberto.
Intenções de voto
No cenário mais amplo testado pela Quaest, Cleitinho Azevedo aparece com 35% das intenções de voto, mais que o dobro do segundo colocado. Alexandre Kalil (PDT) vem em seguida com 12%, Patrus Ananias (PT) com 10% e Mateus Simões (PSD) com 6%. A distância entre o líder e o restante do pelotão se mantém estável nos demais cenários em que o senador é incluído, com variações dentro da margem de erro.

Cleitinho Azevedo (Republicanos): 35%
Alexandre Kalil (PDT): 12%
Patrus Ananias (PT): 10%
Mateus Simões (PSD): 6%
Gabriel Azevedo (MDB): 4%
Ben Mendes (Missão): 2%
Flávio Roscoe (PL): 2%
Maria da Consolação (PSOL): 1%
Jarbas Soares Júnior (PSB): 0%
Rafael Duda (PSTU): 0%
Túlio Lopes (PCB): 0%
Indecisos: 15%
Branco/nulo/não vai votar: 13%

Nos cenários simulados sem a presença de Cleitinho, o quadro muda de figura: Kalil sobe para 15%, Patrus Ananias para 13% e Mateus Simões para 9%, configurando um empate técnico entre os três dentro da margem de 3 pontos percentuais. A pesquisa também marca a estreia de Patrus Ananias nos levantamentos, sendo ele o nome indicado pelo PT para a disputa estadual e apoiado pelo presidente Lula. Mateus Simões, por sua vez, conta com o apoio do ex-governador Romeu Zema (Novo).

Cleitinho Azevedo (Republicanos): 34%
Alexandre Kalil (PDT): 12%
Patrus Ananias (PT): 10%
Mateus Simões (PSD): 6%
Gabriel Azevedo (MDB): 4%
Ben Mendes (Missão): 2%
Flávio Roscoe (PL): 2%
Maria da Consolação (PSOL): 1%
Rafael Duda (PSTU): 0%
Túlio Lopes (PCB): 0%
Indecisos: 17%
Branco/nulo/não vai votar: 12%

Cenários de segundo turno e rejeição dos candidatos
Nas simulações de segundo turno, Cleitinho Azevedo mantém a liderança com margens expressivas: vence Kalil por 44% a 29%, Patrus Ananias por 46% a 31% e Mateus Simões por 46% a 15%. Nos cenários sem o senador, Simões e Kalil aparecem tecnicamente empatados, com 30% e 29%, respectivamente, e o mesmo empate se repete em uma disputa entre Simões e Patrus, ambos com 30%.
O dado que mais complica a trajetória de Alexandre Kalil é o índice de rejeição: 39% dos entrevistados afirmam que não votariam nele, o maior entre todos os candidatos testados e um aumento em relação aos 36% registrados em abril. Patrus Ananias aparece com 35% de rejeição, Cleitinho Azevedo com 20% e Mateus Simões com 12%. Para Kalil, a combinação de segundo lugar nas intenções de voto com a maior rejeição do campo representa um obstáculo concreto, especialmente em um eleitorado que a própria pesquisa descreve como volátil: 63% dos eleitores ouvidos afirmam que ainda podem mudar seu voto para governador, ante 60% em abril. Apenas 36% consideram a decisão definitiva.
Indefinição da candidatura de Cleitinho e impacto político
Apesar de liderar com folga todas as simulações em que aparece, Cleitinho Azevedo ainda não foi oficializado como candidato ao governo de Minas Gerais pelo Republicanos. O partido realizou sua convenção eleitoral no último sábado (25), mas o senador não compareceu ao evento. A definição dos candidatos a governador, vice e senador ainda depende de negociações com a coligação formada por União Brasil, PP e Podemos.
A indefinição de Cleitinho é apontada como o principal foco de incerteza na campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que aguarda uma decisão do senador para consolidar sua estratégia em Minas Gerais. O estado é um dos mais importantes eleitoralmente do país, e a ausência de uma candidatura confirmada pelo nome mais bem posicionado nas pesquisas prolonga um vácuo que afeta o planejamento de aliados e adversários. Com 63% do eleitorado ainda aberto a mudar de voto e as candidaturas do campo progressista, como a de Patrus Ananias, ainda em fase de apresentação ao público, as próximas semanas serão decisivas para que o cenário mineiro ganhe contornos mais definidos.

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