Pastora quer cortar cestas básicas para eleitores de Lula e espalha fake news

Pastora quer cortar cestas básicas para eleitores de Lula e espalha fake news
- Cestas básicas - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A pastora evangélica Danielle Barreto, da Church Vidas Saradas, no Rio de Janeiro, provocou revolta ao sugerir que igrejas evangélicas reavaliem a entrega de cestas básicas, roupas e outros benefícios sociais a pessoas que apoiaram a reeleição do presidente Lula (PT).
Além disso, a líder religiosa espalhou fake news, ao afirmar que o governo federal encerraria o benefício do gás de cozinha. O Ministério do Desenvolvimento Social negou a informação e confirmou que o programa segue operando normalmente.
“Recado para as igrejas que ficam aí dando cesta básica e roupa para o pessoal que é contra a igreja, tá na hora de tomarmos vergonha na cara”, disse Danielle.
A pastora, que se apresenta como escritora, mentora e conferencista internacional, tem cerca de 165 mil seguidores no Instagram.
Ela concentrou seu ódio em eleitores de esquerda que, segundo ela, atacam igrejas e lideranças cristãs, mas recorrem às instituições religiosas para obter assistência.
“É muito fácil defender o comunismo e depois na igreja receber uma cesta básica. Eu acho que todas as empresas e até os benefícios que as igrejas promovem, eles precisam ser reavaliados”, acrescentou.
A pastora chegou a reconhecer que a missão cristã inclui amparar os mais vulneráveis, como pobres, viúvas e órfãos, mas voltou a questionar, em seguida, quem, na sua avaliação, prefere “depender” de benefícios sociais.
Fake news e o desmentido
No mesmo pronunciamento, Danielle Barreto acusou Lula de enganar a população e afirmou ter recebido a informação de que o governo federal encerraria o benefício do gás de cozinha.
A informação é falsa. O Ministério do Desenvolvimento Social negou cortes no programa Gás do Povo e confirmou que a distribuição de recargas gratuitas continua normalmente.
A disseminação de desinformação sobre programas sociais voltados à população de baixa renda, como o Gás do Povo, tem potencial direto de gerar pânico entre as famílias que dependem do benefício, tornando o episódio mais grave do que uma simples polêmica de opinião.

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